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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Introdução de alimentos sólidos II

Este texto vem na sequência de um que coloquei em Abril.
 
"O que é BLW?" 
por Lily Led Weaning

"O texto abaixo é uma adaptação livre do texto explicativo do método contido no site www.baby-led.com (clicar).

A ideia que a maioria das pessoas tem de introdução de sólidos envolve papa ou sopa e um dos pais, com uma colher, a dar na boca do bebé. A maior parte acaba fora da boca, o pai ou a mãe raspam com a colher e tentam de novo, e o quadro repete-se até um dos dois se cansar.

A introdução de sólidos guiada pelo bebé 
(baby-led weaning – BLW) é diferente.  


É uma forma de introduzir os sólidos permitindo que o bebé se alimente – não existe papinha ou colher. O bebé senta-se à mesa com a família e participa quando estiver preparado. Os pais oferecem comida de tamanhos e formas que lhe permitam segurar e alimentar-se com as mãos, escolhendo o que comer, na quantidade e velocidade que quiser.
A todos os bebés saudáveis pode ser apresenta a comida desta forma. Eles não precisam que os seus pais decidam quando introduzir sólidos e não precisam ser alimentados com uma colher; eles só necessitam que lhes seja dada a oportunidade de se alimentarem sozinhos.

BLW permite que os bebés cresçam com uma relação saudável com a comida. Por que faz sentido? BLW é baseado no desenvolvimento do bebé durante o primeiro ano.
  • A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os bebés devam ser alimentados, em exclusivo, de leite materno até completarem seis meses, porque seu sistema digestivo e imunológico não está preparado para outros alimentos
  • A maioria dos bebés normais, aos 6 meses, consegue ficar sentado, pegar em bocados de comer, levá-los à boca e mastigá-los
  • Os bebés começam a colocar e manter a comida na boca quando estão desenvolvidos o suficiente para tal – quando os seus sistemas imunológico e digestivo estão maduros o suficiente, para lidar com outros alimentos, além do leite, e quando eles estão fisicamente aptos para colocar comida na boca. Geralmente, isso acontece a partir dos seis meses
  • Apesar dos folhetos explicativos, sobre introdução de sólidos do Departamento de Saúde do Reino Unido, se concentrarem em papinhas para bebés, eles também aconselham os pais a deixar os seus filhos alimentarem-se sozinhos, usando as mãos logo que demonstrem interesse, e a oferecer alimentos que eles possam pegar desde o começo. A diferença com o BLW é que se pula a etapa da papinha, permitindo que eles se alimentem sempre sozinhos.

BLW não é uma novidade

  • Muitos pais com dois ou mais filhos descobriram BLW acidentalmente quando os seus bebés resolviam servir-se do comer do prato de outras pessoas
  • Pais são encorajados a dar pedaços de comida desde os seis meses para ajudar no desenvolvimento da habilidade de mastigar. Entretanto, a maior parte das pessoas presume que os bebés precisam de papinhas antes, mas estes não aprendem a mastigar comendo a sopinha com a colher – a melhor forma de desenvolver a mastigação é ir praticando.

Comer de colher é desnecessário
  • Não há qualquer pesquisa que prove que comer com a colher seja a melhor forma  de introduzir sólidos para a maior parte dos bebés.  É uma prática herdada dos dias em que se pensava que o bebé precisava de algo além de leite materno aos 3 ou 4 meses de idade. Nessa idade, os bebés não são capazes de colocar comida na boca
  • Aos 6 meses a maioria dos bebés começa a alimentar-se sozinho com pedaços de comida se tiverem oportunidade – não há necessidade de colher.

Eles não se engasgam?

  • Não existe mais risco de engasgar com BLW do que com qualquer outro método de introdução de sólidos.
  • Adultos e crianças tem mais probabilidade de se engasgar, se outra pessoa lhes der comida já que não tem controle do que entra na sua boca – com BLW o bebé está no comando
  • Princípios básicos de segurança aplicam-se com BLW, como com todos os métodos de alimentar bebés com sólidos:
    - o bebé deve estar sentado
    - castanhas e frutas que contêm sementes grandes (como  cerejas e azeitonas) não devem ser oferecidos ao bebé
    - ninguém, além do bebé, deve colocar nada na sua boca
    - os bebés devem ser sempre supervisionados enquanto estiverem a comer"



sábado, 3 de maio de 2014

Receita dos bolinhos da Páscoa

Para os bolinhos da Páscoa seguimos uma receita que encontrei na net e ficaram muuuito bons ;) 

Ingredientes:

200gr açúcar em pó
200gr de manteiga (não substitua por margarina, ou terá que usar mais)
200gr de farinha de trigo
100gr de açúcar
6 gotas de essência de baunilha.


Preparação
 
Ligue o forno à temperatura média (180ºC). Numa tigela misture tudo (iniciamente com um garfo). Faça bolinhas com as mãos e, querendo decorá-las, amasse-as de leve com um garfo, para fazer uns risquinhos (para fazer o coelhinho veja a explicação abaixo) ou estenda a massa com um rolo e corte-a. Ponha os biscoitos em tabuleiros untados com manteiga e farinha e leve-o ao forno, mais ou menos 30 minutos (até que o fundo esteja bem corado; se for fazer biscoitos mais finos, tipo bolachas, reduza o tempo para cerca de vinte minutos ). Tire os biscoitos do tabuleiro e deixe que arrefeçam.


Apresentação da receita
Para fazer o coelhinho, faça uma bolinha e dois risquinhos verticais para os olhinhos. Faça dois rolinhos de massa, em forma de cone e suavize as pontas, para caracterizar as orelhinhas. Para fazer a cavidade interna das orelhas, use uma faquinha não serrilhada com ponta fina.
 

A apresentação que usámos

sábado, 26 de abril de 2014

Introdução de alimentos sólidos I


"A introdução de alimentos para lá do leite materno faz-se idealmente quando o bebé está pronto para tal mudança.

Nem todos os bebés estão prontos com a mesma idade. Alguns, poucos, mostram esses sinais por volta dos 4 meses, a maioria por volta dos 6 meses, sendo que alguns o fazem mais tarde, até cerca dos 8 meses. Raramente uma criança não está pronta para comer nessa idade.

As recomendações falam de 6 meses porque, por essa altura, as reservas de ferro acumuladas durante a gravidez e parto começa a chegar ao fim. O leite materno tem uma quantidade de ferro pequena, que por outro lado é altamente absorvível pelo bebé... Só que não chega. O bebé é um ser em crescimento, e necessita de ferro para o seu desenvolvimento.

Como bem sabem as mães que já passaram por esta experiência, os bebés mostram que estão prontos para comer através dos seguintes comportamentos:

- quando metem qualquer coisa na boca, já não põe a língua para fora (ou seja, perdem o “reflexo de protrusão da língua”, um reflexo de protecção das vias aéreas).
- sentam-se bem direitos sem ajuda.
- mostram interesse pela comida dos pais ou irmãos e já fizeram o clássico "furto de comida da mesa", ou seja, já tiraram qualquer coisa que estava no prato ou na mão dos pais e levaram à boca.

Quando estes 3 comportamentos estão presentes, o bebé mostra aos pais que quer comer. E começa uma aventura de descoberta de sabores e texturas. É bom proteger o chão por baixo da cadeira da criança e esperar umas manchas aqui e ali. Faz parte do processo de descoberta, até porque para as crianças pequenas não há diferença entre explorar, brincar e comer.

Podem pôr uma colher na mão do vosso bebés, ou simplesmente deixá-lo usar as mãos, e permitir que explore e coma sozinho. Não há vantagens especiais em ser outra pessoa a dar de comer à cirança, qualquer que seja a idade. Obviamente, aqui vale o bom-senso e os gostos pessoais, como em qualquer outra situação.

Para quem amamenta, pode ser importante começar este processo dando de mamar antes de oferecer comida. Várias mães referem que, ao darem antes de mamar ao bebé,  a aceitação de alimentos novos e da própria comida é maior. Afinal é ainda uma introdução, um início, com o tempo a criança irá comer cada vez mais e mais vezes.  

Quanto às quantidades, é bom não ter expectativas. Há bebés que comem um prato cheio logo desde o princípio, mas a grande maioria contenta-se com pequenas quantidades. Para se tranquilizarem, fechem a mão do vosso bebé em punho. O estômago dele tem esse tamanho. Não cabe lá assim tanta comida, não é?

Que alimentos escolher?
Vejamos as recomendações da American Academy of Pediatrics, que me parecem muito sensatas:

1.Não há provas suficientes de que limitar a dieta da mãe durante a gravidez e a amamentação diminua o risco de alergias: comam o que vos apetece.

2. Não há evidência de que atrasar a introdução de alimentos suspeitos (leite, peixe, ovos, avelãs, etc) para além dos 4-6 meses reduza o risco de alergias a estes alimentos em pessoas predispostas. Para os não-predispostos então, não há qualquer problema.
3- Há provas minimas, quase inexistentes, do benefício dos leites especiais hipoalérgicos, por isso é sensato não os utilizar, já que são extremamente caros. O leite de soja não apresenta qualquer vantagem em relação ao leite artifical "corrente".
4- É importante amamentar quando se introduz o glúten, mantendo a amamentação durante pelo menos 2 meses. Assim reduz-se francamente o risco de intolerância ao glúten.
Portanto, utilizem os ingredientes para as refeições familiares e reduzam-nos a uma consistência que o vosso bebé consiga gerir. Evitem o sal e o açucar, que são totalmente desnecessários. 

Aproveitando este momento de descoberta, podem-se introduzir hábitos mais saudáveis na família. Procurem variar os alimentos, evitar alimentos pré-confecionados porque quanto menos manipulação há, mais nutritivo se mantém o alimento. 

papa de arroz
Uma opção pode ser a de fazer as papas em casa. Cozer arroz, ou lentilhas, ou farinha de milho é relativamente simples, rápido, e seguramente mais nutritivo do que usar uma farinha alterada de forma a ser solúvel, somo são as das papas de bebé.

No caso de quererem misturar leite na papa, como é tradicional mas não obrigatório fazer-se, pode usar-se leite materno expresso ou, para as mães que não amamentam, leite artificial.

Uma última observação: respeitem os tempos e os gostos dos vossos bebés. Ofereçam comida saudável, mas deixem-no escolher a quantidade e mostrar as suas preferências.

Se se sentirem angustiadas ao seguirem esta sugestão, conversem com o pai, com amigos, desabafem, mas não forcem a criança a comer. A saciedade é um processo fisiológico e endócrino que pode ser alterado por esta prática muito difundida. Numa sociedade a braços com uma epidemia de obesidade e restante doenças associadas, temos um papel importante em evitar que os nossos filhos percam as suas capacidades fisiológicas de auto-regulação.

Boa aventura!"

Mónica Pina
Médica, Consultora de Lactação, 
Moderadora da La Leche League



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O 25 mitos da pediatria

As orientações da pediatria moderna são conhecidas em Portugal e estão adotadas por muitos especialistas. Conheça os 25 mitos da pediatria
 
Conhecimentos inéditos sobre o desenvolvimento biológico estão a revolucionar os cuidados aos mais pequenos.


Música na gravidez Não é preciso nascer para ouvir. Hoje admite-se que o feto tem capacidades auditivas a partir das 12 semanas e guarda memória dos sons após o nascimento. Recomenda-se a audição de sons graves porque têm um efeito calmante e a música clássica está entre os estilos adequados. Os ritmos binários têm a vantagem acrescida de se assemelharem ao batimento do coração da mãe.

Uma curiosidade: a cadência com que as mães embalam é igual ao seu ritmo cardíaco e é por isso que o bebé adormece mais facilmente.

Aleitamento
 Evitar alimentos como laranjas, cebolas, leguminosas ou chocolates não diminui as cólicas no bebé. A alimentação da mulher deve ser variada desde a gestação porque está provado que o feto inicia o desenvolvimento das células sensíveis ao sabor às  14 semanas. Todos são unânimes sobre os benefícios da amamentação exclusiva até aos seis meses de vida do bebé e provou-se que estão erradas as teorias sobre a fraca qualidade do leite muito líquido ou que não escorre quando é deitado num copo. O aleitamento é prioritário e deve começar ainda na sala de partos.

Esterilização
Ferver ou esterilizar biberões e tetinas não é necessário se os pais lavarem frequentemente, e bem, as mãos. As doenças infeciosas são menos frequentes e em condições normais de habitabilidade e de higiene basta uma lavagem que elimine os resíduos.

Alimentos
É um erro excluir alimentos como peixe, gema de ovo, carne de porco e frutas nos primeiros tempos de vida. A seleção visava prevenir alergias, mas as organizações internacionais defendem que atrasar a diversificação alimentar, mesmo em alérgicos, não traz benefícios. Outro erro antigo: não se deve obrigar a comer nem negociar alimentos por alimentos - por exemplo, dar uma bolacha para compensar ter comido sopa - e os legumes e frutas devem estar sempre na mesa porque a sua presença influenciará a alimentação na vida adulta. No passado, os alimentos eram introduzidos com o aparecimento dos dentes e agora são recomendados aos quatro meses, quando não há amamentação. 

Suplementos alimentares
Vitaminas para quê? A sociedade moderna caracteriza-se pela abundância e uma dieta equilibrada é suficiente. A exceção, sobretudo no primeiro ano de vida, é a vitamina D, que gerações reforçaram com "colheradas" de óleo de fígado de bacalhau. A tradição tem sido recuperada sob outras formas: os ácidos gordos são decisivos na formação das membranas cerebrais e estão a ser redescobertos em óleos de peixes de profundidade.

Peso
Gordura não é formosura. Cada bebé tem o seu ritmo e as variações nem sempre são sinal de doença. Os pediatras afirmam que os pais modernos se preocupam em excesso com o crescimento e recomendam que pesagem e medição só sejam feitas nas  consultas de rotina.

Sono
Não tem fundamento o medo de que os bebés deitados de costas podem sufocar no caso de bolçarem. Em situações normais, o corpo humano está preparado para evitar estas situações. O medo levou muitos pais a deitarem os recém-nascidos de barriga para baixo, mas hoje é reprovável e perigoso. É  mandatório deitar os bebés de barriga para cima, pelo menos, até aos seis meses. Depois, é o próprio bebé que escolhe a posição mais confortável. O sono solitário foi estimulado por se acreditar que promovia a autonomia, mas não está provado.

Morte súbita
"Abafar" os bebés não é o perigo principal. A morte de crianças saudáveis por razões inexplicáveis continua a registar-se e estudos recentes têm evidenciado que é mais comum quando os pais são fumadores, em famílias monoparentais e quando o bebé é deitado de barriga para baixo. 

Choro
As lágrimas são mais do que fome ou fralda molhada. Descobriu-se que os bebés são muito sensíveis a estímulos e também precisam de aliviar a tensão. Ou seja, às vezes basta deixar chorar um bocadinho para perceber a mensagem.

Banho
Esperar pela digestão para dar banho é um mito. A água utilizada está morna e não existe choque térmico, responsável pela congestão. Além disso, o leite é de fácil digestão. O  banho deve ser um prazer e a regra é "água quanto baste e pouco produto de limpeza", sobretudo com glicerina, porque seca e irrita a pele em demasia.

Pele
Pó de talco fora da lista. A limpeza exagerada é inimiga da pele e um banho seguido de uma loção hidratante é suficiente. Na  zona da fralda é necessária parcimónia no uso de toalhetes, pois limpam a sujidade, mas também podem arrastar a camada superficial da pele. Quando a fralda só está molhada e não existe irritação não é necessário usar creme ou pastas sob risco de provocar uma sensibilização excessiva. E o pó de talco está fora de moda porque as partículas podem ser inaladas pelo bebé.

Fralda
O uso precoce do bacio está fora de questão. Os pediatras estão a recuperar a tradição de retirar a fralda só aos dois anos porque o controlo precoce do esfíncter pode, afinal, trazer problemas. 

Botas ortopédicas
Não vale a pena olhar para os pés antes dos dois anos. A ortopedia moderna respeita as regras de crescimento do pé e da marcha das crianças e qualquer  calçado que faça alguma contenção interfere com a evolução normal. É ponto assente que é o exercício e não o calçado ortopédico ou formativo que cumpre a missão fisiológica. Sempre que possível, as crianças devem andar descalças e usar sapatos que protejam apenas o tornozelo e o calcanhar.

Creche
A socialização, afinal, só começa aos três anos. Na sociedade atual mães e avós trabalham e os bebés vão para a creche cada vez mais cedo. Contudo, a maioria dos pediatras regressou ao passado para recomendar os cuidados dos avós até aos três anos. Argumentam que os ganhos de afeto compensam.

Febre
A temperatura não é doença. A maioria das crianças faz quatro dias de febre e não é preciso baixar a temperatura de imediato como querem os pais dos nossos dias. Os médicos alertam que a febre é muitas vezes é um mecanismo de defesa do organismo e que um sinal de serenidade é a criança continuar a brincar. 

Tosse
Adeus ao xarope. Tossir é uma forma do corpo para eliminar secreções e melhorar a respiração. Trata-se de um sintoma e não de uma doença e nos primeiros anos de vida não são recomendados inibidores.

Aerossóis
São os grandes terapeutas do século XXI. Ajudam a respirar melhor, contudo, os médicos têm dúvidas sobre o que os próximos avanços podem revelar sobre a sua utilização. 

Ginástica respiratória
Comum na década de 90 revelou-se desnecessária. Era usada para bronquiolites e hoje sabe-se que aumentam o cansaço e as dificuldades de respiração. 

Remédios caseiros
Vivem-se tempos de medicação excessiva. As precauções sobre o uso de remédios estão na ordem do dia e a regra é recuperar remédios caseiros como o xarope de cenoura e os preparados com mel. 

Vacinas
O calendário mudou. As crianças dos nossos dias são mais vacinadas - e dizem os pediatras, estão mais protegidas - e já não é preciso recomeçar do zero quando há atrasos muito grandes.

Flúor
As gotas outrora comuns foram trocadas pelos dentífricos. Atualmente é promovida a lavagem cada vez mais precoce dos dentes, aliás, logo que a  dentição aparece na vida do bebé

Brinquedos
Quantos mais, pior. As crianças precisam de estimular a imaginação e para isso não podem ter muitos brinquedos para poderem explorá-los ao máximo, dando-lhe várias utilizações. Os pais devem guardar os presentes, optando pela distribuição ao longo do ano. 

Animais
Os eternos amigos estão de volta. Após várias teorias sobre o risco acrescido de alergias, cães, gatos, pássaros e outros animais são desejáveis para o desenvolvimento da criança. 

Desporto
O cloro não faz alergia. A prática desportiva é defendida para o desenvolvimento psicomotor e a natação volta a liderar as preferências. A qualidade da água das piscinas melhorou e os bebés podem nadar a partir do sexto mês de vida. Só é preciso limpar o cloro com um banho abundante e dar bastante água para minimizar a sua presença no estômago. 

Regras
O ónus dos pais sobre a personalidade dos filhos está mitigado. Passou a ser admitido que há crianças difíceis que complicam a vida das famílias e que as regras são, por isso, indispensáveis. A negociação deve existir, mas sem rendição, em especial, dos pais.



Fundamentos
Teses de médicos portugueses
As orientações da pediatria moderna são conhecidas em Portugal e estão adotadas por muitos especialistas. O Expresso ouviu alguns pediatras com trabalhos publicados nesta área e com funções em hospitais públicos de referência. Entre eles, o chefe do Serviço de Pediatria do Hospital de Cascais, Luís Pinheiro; o presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos, Anselmo da Costa; o neonatologista do Hospital de Santa Maria, António Simões de Azevedo; o presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, Luís Januário, e o diretor da Pediatria Médica do Hospital de Dona Estefânia, Gonçalo Cordeiro Ferreira.

Vera Lúcia Arreigoso
Texto publicado na edição do 
Expresso de 6 de dezembro de 2008

domingo, 15 de dezembro de 2013

Frutos de Outono II

Aqui estão os frutos que levei para a sala para se verem, cheirarem, tocarem e provarem. Temos: abóbora, diospiro, romã, canela, batata doce, castanhas, marmelo, nozes, avelãs.



Uma das provas: aprovado!

Outra das provas: assim assim...

Nesta prova vê-se que não foi agradável

Prova muuuuito cautelosa...

Prova depois de ver os outros provarem...
Tivémos várias facetas :) mas no final o saldo foi positivo. No geral gostaram de provar tudo o que foi provado cru, obviamente que não se incluiu a abóbora e a batata doce, essas foram tocadas e cheiradas.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Frutos de outono I

Uma atividade na cozinha...

De facto, na semana passada organizámos um momento diferente, então como temos estado a falar do outono e dos frutos da época, aproveitámos e fizémos uma "sobremesa" para o almoço.
 
Fomos para a mesa de trabalho :) e ...


Lavámos muito bem as maçãs...


Colocámos pauzinho de canela nas maçãs...
A Tina tirou o caroço e nós ajudámos a pôs no tabuleiro para...
...ir ao formo, e foi a Joana que as pôs lá...
Ao fim de pouco tempo... heis que surge a maçã assada!!!
Provaram e aprovaram!!!

Todos os meninos da sala 5 e do CAF tiveram maçã assada para o almoço, dos 30 só mesmo dois não gostaram (entenda-se....) por isso o saldo foi extremamente positivo!

Temos que repetir

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Bom almoço... seja criativo!


Conheça os perigos do açúcar



Robert Lustig é um médico americano da Universidade da Califórnia (San Francisco, EUA), especialista em obesidade.

Recentemente, ele tem promovido uma campanha para que haja leis restritivas de consumo de açúcar semelhantes às existentes para o álcool e tabaco, o que limitaria especialmente o acesso das crianças a produtos açucarados e para isso considerou várias estratégias. Por exemplo, duplicar o preço dos refrigerantes, para que as crianças não os pudessem pagar. Ter lojas de doces a fechar à tarde, quando as crianças estão a sair da escola. Restringir a publicidade de alimentos com açúcar adicionado. Definir um limite de idade para refrigerantes, possivelmente 17, para que as crianças mais jovens não podessem comprar latas de Coca-Cola.
 

Será que existe motivo para tanta preocupação?

O endocrinologista, que lançou um vídeo no Youtube no qual fala sobre o assunto, cita como exemplo uma série de doenças. Ele defende que o número de problemas de saúde como tensão alta, doenças do coração e vícios alimentares eram muito menores há 30 anos, e o responsável pelo salto nos índices foi o açúcar. Como exemplo, o médico cita a diabetes. Em 2011, havia 366 milhões de diabéticos no mundo (o equivalente a 5% da população), mais do que o dobro em 1980.

Sabemos disso porque, nos anos setenta, o mundo ocidental tinha um baixo teor de gordura. Investigações médicas dizem ter descoberto uma ligação entre a gordura na dieta e ataques cardíacos.
Como sabemos agora, a situação é bastante complicada - algumas gorduras, nomeadamente óleos ômega-3, são realmente bons para o coração. Ainda assim, nos anos setenta, a indústria de alimentos cortavam na gordura. Tivemos iogurte desnatado, baixo teor de gordura em refeições prontas, baixo teor de gordura em molhos, baixo teor de gordura em tudo. O problema, segundo Lustig, "é que, se se tirar a gordura, tudo isto fica com gosto de papelão. Tinha que se fazer alguma coisa." E o que é que eles fizeram? "Eles acrescentaram carboidratos. E isso o que é? Xarope de milho com percentagens altas de frutose e sacarose." 
Assim, à cerca de 35 anos atrás, o mundo desenvolvido fez uma mudança radical na sua dieta.De lá para cá, fomos substituindo a gordura por açúcar. No Reino Unido, por exemplo, os índices são alarmantes: desde 1990, o consumo de açúcar cresceu 35%. Entre as crianças, a ingestão de glicose representa 17% do total de calorias diárias. Um facto interessante é que ano, após ano, nós estamos a comprar menos sacos reais de açúcar - "açúcar visível". Os grandes aumentos estão no "açúcar invisível".


Vejamos algo mais concreto...
Por exemplo, existem sete colheres de açúcar numa lata de coca-cola. Muita gente sabe disso. Mas você sabe que mais de 60% de uma bebida Slimfast é feita de açúcar? Há xarope de glucose-frutose em iogurtes biológicos, há frutose em barritas light, há açúcar em pão normal, dextrose no pão integral, há açúcar no salmão defumado, há açúcar nas delicias do mar (marisco), existe um queijo que é delicioso - graças à frutose que se acrescentou, existem salsichas com açúcar... E daí por diante...


Como é que chegamos a esse ponto? A resposta do médico americano está nos produtos industrializados. 

Nos últimos anos, conforme ele explica, todos já sabem que açúcar em excesso pode fazer mal. Por isso, substituímos o açucar pelo adoçante, por exemplo, e tentamos cortar o açúcar dos alimentos que nós mesmos preparamos.
O problema é que o “açúcar invisível”, já embutido no alimento que vem da fábrica, atinge uma quantidade cada vez maior de produtos. Se você vir o rótulo dos produtos que pôs no carrinho do seu supermercado, vai descobrir que existe açúcar em coisas que você nem imaginava.
 Muitas pessoas engordam, por exemplo, porque o açúcar é um inibidor natural da leptina, o hormônio através do qual o estômago diz ao corpo que “já está bom, podes parar de comer”. Algo como um travão natural. Este e outros efeitos nocivos indiretos à saúde por parte do açúcar também são objeto de estudo do endocrinologista americano.
O caminho para a restrição de tais produtos, conforme o próprio Robert Lustig afirma, é complicado. A indústria alimentícia resiste às tentativas de baixar os índices de açúcar nos produtos por que acreditam – provavelmente com razão – que o consumo vai cair significativamente se os alimentos nas formas em que as pessoas estão acostumadas mudarem. A vontade de mudar, dessa forma, deve partir em primeiro do consumidor.