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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Porque é que o pinheiro é a árvore do Natal?




Quando o Menino Jesus nasceu, todas as pessoas ficaram alegres. Crianças, homens e mulheres, pobres e ricos vinham vê-lo trazendo presentes. Os animais e plantas também estavam felizes com o nascimento de Jesus. Perto do estábulo onde dormia o Menino Jesus num berço de palha, havia três árvores - uma palmeira, uma oliveira e um pinheiro, que viam aquela gente que ia e vinha passando em baixo de seus galhos. Os reis traziam coisas preciosas. Os pastores traziam frutas e lã de seus carneiros. Um pequeno pastorzinho trouxe um carneirinho branco. As três árvores quiseram também dar alguma coisa ao Menino Jesus. "Eu darei a minha palma maior, a mais bela, para que a Mãe abane docemente o bebé", - disse a palmeira. A oliveira que estava carregada de azeitonas- completou : - "E eu oferecerei meus frutos e meu azeite para o Menino"! " E eu? Que posso dar?" - perguntou o pinheiro. - "Você" - responderam as outras. - "Você não tem nada para dar. Suas agulhas pontiagudas poderiam picar o Menino Jesus." O pobre pinheirinho sentiu-se muito infeliz e respondeu tristemente! - "É mesmo, vocês têm razão, não tenho nada para oferecer. Todos trouxeram presentes para esta Criança, os pastores, a lã, leite e até um pequeno carneirinho; os reis vieram com ouro , incenso e mirra e até a palmeira e a oliveira puderam oferecer algo de si, só eu não tenho como alegrar o Menino." 



Um anjo, que estava ali perto, ouviu a conversa e teve pena do pinheiro tão humilde, tão triste que nada podia fazer. Ele disse ao pinheiro: - "Não fiques triste enquanto todos estão alegres. Vamos ajudar-te!" Lá no céu as estrelinhas começaram a brilhar. O lindo anjinho olhou para o alto e chamou-as. No mesmo instante elas desceram e foram pousando delicadamente nos ramos verdes do modesto pinheirinho que foi se iluminando e ficando cada vez mais bonito. Todos se admiraram e se voltaram para ele. Lá da manjedoura, dentro do estábulo, os olhinhos do Menino Jesus encheram-se de brilho e alegria ao ver aquela árvore tão linda. E foi assim que o singelo pinheiro se tornou a árvore do Natal, e é por isso que as pessoas, até hoje, enfeitam as suas casas com luzes, estrelas e o pinheiro na véspera do Natal.

 (Lenda folclórica)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Pai Natal à moda antiga :)

Para o grupo da Sala 5 e do CAF fizemos um trabalho em 3D sobre o Natal que me fez recordar a minha infância onde brincava com bonequinhas de cartão, passando horas a fazer roupas de papel e vestindo e despindo as minhas criações.

Quando vi este molde apaixonei-me e quis recriar esse brinquedo com o meu grupo :)


Antes de iniciarmos o trabalhos falámos sobre esta personagem com ajuda do livro que a nossa B.P. trouxe para a sala


Depois de vermos a casa do Pai Natal, de vermos a sua fábrica e como organiza a grande noite meti mãos à obra e comecei a ampliar, recortar. ajustar, fazer moldes, formar a base... depois cada criança começou a sua própria criação e no final ficou assim:






Um para cada criança


Com a respectiva roupa

Que tal???

Os Quatro Anjos do Advento (lenda russa)

Há muito tempo atrás os homens viviam no mundo, mas não sabiam construir casas, nem plantar e cuidar da terra. Viviam em cavernas onde era escuro, não tinham luz.
Deus, então chamou os Anjos para que trouxessem luz aos quatro cantos do mundo e avisassem os homens que o Filho de Deus viria.


O primeiro Anjo tinha asas azuis. Foi iluminar as cavernas e as grutas com um raio de luz que o sol lhe deu. Foi esse raio de luz de sol que ajudou os anões a fazerem pedras coloridas. Esse anjo trouxe a chuva e ela lavou as pedras, encheu os lagos, fez os rios correrem mais depressa.
O segundo Anjo tinha asas verdes. Saiu do céu bem cedinho, mas como voava devagar, chegou na terra ao entardecer. O raio de luz que esse Anjo trouxe deu cor e perfume às plantas. Ele também ensinou os homens a plantar e a deixar a terra bem fofinha para receber a semente.
O terceiro Anjo tinha as asas amarelas. Ele foi até perto do sol e o sol lhe deu um raio de sua luz para que ele trouxesse até a terra. Quando ele estava chegando, os animais viram aquela luz e ficaram admirados. O Anjo então explicou que iria nascer uma criança muito especial e que todos deveriam se preparar para recebê-La. Os pássaros fizeram músicas muito bonitas, as borboletas coloriram suas asas, os animais de pelo falaram uns com os outros sobre o acontecimento e o vento espalhou a notícia por todos os cantos.
O quarto Anjo tinha asas vermelhas. Ele queria tanto ajudar os homens que foi logo falar com Deus , não esperou ser chamado. Deus tirou uma luz do seu trono e disse ao Anjo vermelho que colocasse essa luz no coração de cada homem, de cada mulher, de cada criança. Porque já estava bem perto o dia do nascimento de Jesus.


É por isso que até hoje acendemos 4 velas na coroa de Advento, para lembrar os quatro anjos que nos avisaram da chegada do filho de Deus.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Dedicada ao Sr. Outono

A História da Maria Castanha

O céu estava cinzento e quase nunca aparecia o sol, mas enquanto não chovia os meninos iam brincar para o jardim.

Um jardim muito grande e bonito, com uma grade pintada de verde toda em volta, de modo que não havia perigo de os automóveis entrarem e atropelaremos meninos que corriam e brincavam à vontade, de muitas maneiras: uns andavam nos baloiços e nos escorregas, outros deitavam pão aos patos do lago, outros metiam os pés por entre as folhas secas e faziam-nas estalar – crac,crac – debaixo das botas, outros corriam de braços abertos atrás dos pombos, que se levantavam e fugiam, também de asas abertas.

Era bom ir ao jardim. E mesmo sem haver sol, os meninos sentiam os pés quentinhos e ficavam com as bochechas encarnadas de tanto correr e saltar.

Uma vez apareceu no jardim uma menina diferente: não tinha bochechas encarnadas, mas uma carinha redonda, castanha, com dois grandes olhos escuros e brilhantes.

- Como te chamas? – perguntaram-lhe.
- Maria. Às vezes chamam-me Maria Castanha .
- Que engraçado, Maria Castanha! Queres brincar?
- Quero.

Foram brincar ao jogo do apanhar. A Maria Castanha corria mais do que todos.

- Quem me apanha? Ninguém me apanha!
- Ninguém apanha a Maria Castanha!

Ela corria tanto. Corria tanto que nem viu o carrinho do vendedor de castanhas que estava à porta do jardim, e foi de encontro a ele.

Pimba! O saco das castanhas caiu e espalhou-as todas à reboleta pelo chão.

A Maria Castanha caiu também e ficou sentada no meio das castanhas.

- Ah. Minha atrevida! – gritou o vendedor de castanhas todo zangado.
- Foi sem querer – explicaram os outros meninos.
- Eu ajudo a apanhar tudo – disse Maria Castanha, de joelhos a apanhar as castanhas caídas.

E os outros ajudaram também. Pronto. Ficaram as castanhas apanhadas num instante.

- onde estão os teus pais? – perguntou o vendedor de castanhas à Maria Castanha.
- Foram à procura de emprego.
- E tu?
- Vinha à procura de amigos.
- Já encontraste: nós somos teus amigos – disseram os meninos.
- Eu também sou – disse o vendedor de castanhas.

E pôs as mãos nos cabelos da Maria Castanha, que eram frisados e fofinhos como a lã dos carneirinhos novos. Depois, disse:

- Quando os amigos se encontram é costume fazer uma festa. Vamos fazer uma festa de castanhas. Gostam de castanhas?
- Gostamos! Gostamos! – gritaram os meninos.
- Não sei. Nunca comi castanhas, na minha terra não há – disse Maria Castanha.
- Pois vais saber como é bom.

E o vendedor deitou castanhas e sal dentro do assador e pô-lo em cima do lume. Dali a pouco as castanhas estalavam… Tau! Tau!

- Ai, são tiros? – assustou-se a Maria Castanha, porque vinha de uma terra onde havia guerra.
- Não tenhas medo. São castanhas a estalar com o calor.

Do assador subiu um fumozinho azul-claro a cheirar bem. E azuis eram agora as castanhas assadas e muito quentes que o vendedor deu à Maria Castanha e aos seus amigos.

- É bom é – ria-se Maria Castanha a trincar as castanhas assadas.
- Se me queres ajudar podes comer castanhas todos os dias. Sabes fazer cartuchos de papel?

A Maria Castanha não sabia mas aprendeu. É ela quem enrola o papel de jornal para fazer os cartuchinhos onde o vendedor mete as castanhas que vende aos fregueses à porta do jardim.
Autor: Maria Isabel Mendonça Soares,” Contos no Jardim”.



quarta-feira, 28 de março de 2012

Outro livro interessante

Eva, é um livro que nos fala da pluralidade e diversidade de culturas entre um pais Europeu e um Africano! 
Não o li mas é sugestão de uma amiga que diz que este lindo livro nos deixa a todos uma grande lição



domingo, 25 de março de 2012

História "pequeno azul, pequeno amarelo" - 17 e 24/01/12

Recomendamos a ter em casa




 Eu e a minha colega da outra sala de 1 ano preparámos uma atividade em conjunto: a exploração da história "pequeno azul, pequeno amarelo".

Exposição de uma parte da história




Assim no primeiro dia a minha colega contou a história enquanto eu a ia ilustrando em papel de cenário (tamanho consideravelmente grande) todos os pormenores que ela ia retratando, com lápis de cera. 
A atenção à história foi conseguida e no final todo o grupo quis tocar no desenho que tinha sido feito na vertical talvez para melhor entender como se dão abraços no papel ou como se passa por baixo de um túnel :)





No segundo dia a atividade foi de loucura total. Forrámos o ginásio todo com papel cenário e fomos contar novamente a história. Desta vez fui eu que fiz as honras. A meio, pequenas gotinhas de tinta iam caindo pelo chão até que no final, por todo o papel, se via tinta azul e amarela. Devidamente equipados (sem roupa) os meninos exploraram como quiseram estas duas cores e foi quando descobriram uma outra: o verde. O resultado final foi uma pintura fantástica como se pode constatar.


Expusemos os dois trabalhos no corredor da creche e juntámos um excerto da história, para incentivar os pais a adquiri-la mas também muitas fotografias que tirámos nos dois momentos.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Histórias...

De era uma vez...


http://www.slide.com/r/Ez4Mzkaa6z_LNTRAIoxDN3PUZ_DTmeZq?previous_view=lt_embedded_url

Esta história é deliciosa! Consegue-se trabalhar de várias maneiras e ter verbalizações espantosas por parte das crianças. Deixo o link para quem não conhecer.

sábado, 10 de setembro de 2011

Um mundo fantástico

Depois de uma mãe da minha sala levar um livrinho/álbum (ideia a partilhar mais tarde depois de ter todos os trabalhos em mãos ;)) para a sala feito em feltro, eu e as minhas colegas educadoras começámos a pensar que seria muito giro aproveitar a ideia e criar mais coisas neste material, que é de facto fantástico. Uma das ideias é o tapete de histórias e depois de alguma pesquisa vimos trabalhos maravilhoso.

 http://tapetescontadores.com.br/?p=308