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terça-feira, 5 de maio de 2015

Por aqui andamos assim...


Uns dias sem aparecer e sem forças para atualizar o blogue mas está a começar a amenizar... 
Obrigada a quem continua a visitar-me :)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Educação na Finlândia... uma realidade inimaginável?

No dia 20 de fevereiro de 2015, Jari Lavonen* foi entrevistado pela jornalista Maite Gutiérrez do jornal espanhol "La Vanguardia".

Um testemunho interessante que é um excelente exemplo para vários países que continuam a condenar o ensino, pelos caprixos de administrativos que nunca deram aulas, nem têm qualquer prática pedagógica.  
Além disso, note-se o respeito que existe por toda uma população, quando se fala em educação gratuita.

Jari Lavonen:


"Os seus alunos começam a escola mais tarde (aos sete anos), são dos que têm um menor número de horas de aulas, são os que menos trabalhos de casa fazem ... E, no entanto, os seus resultados escolares estão entre os melhores do mundo. O fracasso escolar e repetição são praticamente inexistentes na Finlândia, cujo sistema educacional tem concentrado a atenção internacional para a sua boa posição no relatório de Pisa, a avaliação macro da OCDE, que mede os conhecimentos dos estudantes de 15 anos, pelo mundo.

Ontem, o decano da Faculdade de Educação da Universidade de Helsínquia, Jari Lavonen, debateu, a chave do sucesso finlandês, no primeiro Simpósio Internacional de Formação Inicial de Professores, realizada em Barcelona. Este simpósio, organizado através do Programa Millora e da Formação de Professores e da Secretaria das Universidades e Recerca, procura o intercâmbio de experiências para promover a formação de professores e do sistema educativo. Lavonen surpreendeu o público por sua visão da educação.


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Que qualidades deve ter um bom professor?
Uma das coisas que mais valorizamos nos candidatos que tentam entrar na Escola de Educação é a motivação. Se tiver experiência com os jovens, a atenção às pessoas, serem bons ouvintes. A motivação é imprescindível para ser um professor. Outra questão que observamos é se está disposto a trabalhar duro, estudar muito, porque ser professor é uma profissão difícil. Outro ponto essencial: capacidade de comunicação e interação.

Apenas os estudantes com excelentes notas no final do secundário podem entrar nas faculdades de educação finlandesas? 

Sim e não. As notas do secundário dizem-nos alguma coisa, é claro, mas também temos um exame de admissão para a faculdade. Os alunos têm de ler vários livros sobre filosofia da educação, educação comparada, ciências da educação ... e, depois, fazêmo-los aplicar estes conhecimentos a novos contextos. No geral, temos cerca de 3.000 candidatos, e destes, passam nos exames cerca de 300 pessoas. Em seguida, entrevistamos os candidatos e selecionamos apenas 120 alunos, que são aqueles que irão entrar na univerdade. Assim, as notas do secundário não são tudo para formar um professor.

Você refere que um professor precisa de uma ampla formação moral e ética. 

Isto é imperativo porque um professor trabalha com os seres humanos. E o Homem é aquilo que a educação faz dele. As crianças são valiosas, devem ser tratadas de forma adequada, apoiadas, sermos positivos para obter o melhor delas. Tem que se entender como elas são e entender as famílias. Um professor tem que ser ético porque é um exemplo social.

Quais são as chaves para o sucesso no seu sistema de ensino? 
Vários fatores. Em primeiro lugar, temos uma cultura de educação que vem desde o século XIV. Depois a seleção de professores, nós escolhemos os melhores, e formamo-los bem. Além disso, a sociedade confia nos professores, eles se sentem apoiados porque são valorizados, têm autonomia, na Finlândia nem sequer existe a inspeção na educação. E os professores não são funcionários, quem os contrata é o município. Além disso, não temos as escolas privadas, todas as escolas são públicas e de alta qualidade, e temos recursos suficientes para a educação. Também nos preocupamos com os alunos com necessidades educativas especiais, há poucos por turma e contamos com apoios e reforços de classes com maiores dificuldades.

Você disse antes que, na Finlândia, a educação é totalmente gratuita.
Sim, desde o ensino básico ao universitário. No nível primário, todos os alunos têm livros gratuitos, a alimentação na escola e o transportes são gratuitos. No secundário, no entanto, os livros não são gratuitos, mas temos boas bibliotecas. A universidade também é gratuita, (...) não existem taxas. Isto é porque nós acreditamos na igualdade. 
 
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Um país precisa de justiça social para obter bons resultados educacionais?

Claro. Isso é crucial. Sem equidade não há excelência. Na Finlândia há poucos alunos com notas baixas e a origem social pesa menos do que a maioria dos países para ter sucesso educativo, mas no entanto também devemos melhorar isto. Agora temos desafios, a economia está pior e temos mais diversidade cultural na sala de aula. Temos de trabalhar mais para manter essa igualdade.

Existe consenso político sobre este assunto? 
Claro. Entre os partidos finlandeses não há grandes diferenças na sua agenda educacional. A educação é um valor nacional.

Quantas leis educativas tiveram nos últimos 30 anos?

A última é dos anos 80.
 
Aqui nós tivémos sete.
Bem, depois desta lei tem havido pequenas normas para melhorar algumas questões, tais como a educação especial. Mas não são leis que se confrontem com as anteriores, elas oferecem algo novo, para responder às novas necessidades.

Todos os países querem bons resultados no relatório Pisa. Você está particularmente preocupado?

Em 2012 as nossas notas de matemática caíram, e a ministra da Educação estava muito preocupada. Mas a maioria da população não. De fato, muitos professores estavam felizes porque acreditavam que isso iria contribuir para receberem mais recursos para as suas escolas.


Pisa fornece dados valiosos. Mas faz sentido fazer um ranking de sistemas educativos? É possível comparar escolas de duas sociedades tão diferentes, como a coreana e a mexicana, por exemplo? 
Talvez não. Não devemos esquecer que o relatório Pisa é um projecto da OCDE, e que esta organização tem uma visão específica de progresso. Eles dizem: aqui temos petróleo, aqui minerais e aqui trabalhadores qualificados. Veja em que países há trabalhadores qualificados suficientes para instalar empresas e fábricas, para investir. E o ranking de Pisa é um efeito colateral dessa visão.

Em Espanha, o ranking de Pisa vive-se como o sorteio para a Liga dos Campeões.
Nós, apesar de nos saírmos bem, não gostamos de rankings. Não publicamos rankings em escolas ou universidades. Não procuramos competição, mas sim cooperação.

A educação na Finlândia começa aos sete anos. Porquê tão tarde? 

E porquê antes? A infância é para jogar, para fazer coisas com os outros, para colaborar, e não, para ser vivida de forma formal e pesada. Uma criança de quatro anos tem que jogar, e não, estar numa escola com uma educação regrada.


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E se ambos os pais trabalham? 

Cada município tem jardins de infância, mas é um serviço bastante lúdico. Há também mães que tomam conta de várias crianças e é o governo local que lhes paga. Embora seja verdade que estamos agora a discutir de novo a educação dos 0 anos 6 anos.
 
Que efeito tem um sistema de educação de qualidade e igualitária para uma sociedade?

A nossa visão de educação é holística. É claro que há uma correlação entre educação e progresso económico, mas há mais. Uma pessoa educada tem uma vida mais plena, mais recursos vitais, mais cuidado com a sua saúde, desfruta mais a vida. Isto é, pelo menos, o objetivo.

O que é preciso melhorar na escola finlandesa?
Muitas coisas. Agora temos um debate sobre a forma de introduzir a tecnologia na educação, sobre a forma de responder à crescente diversidade cultural em sala de aula... Além disso, entre os alunos do ensino básico, detetámos uma menos motivação para ler e aprender. O funcionamento das escolas e da relação com as famílias também deve avançar."



Tradução livre
Tina Aguiar

Texto original em:


* Jari Lavonen, tem trabalhado desde 1985 no ensino no serviço de professores de ciências do Departamento de Formação de Professores da Universidade de Helsíquia. É professor de Física e Química e do Chefe do Departamento. Ele foi desde cedo Diretor do Programa de Formação de Professores e Diretor da Escola de Pós-Graduação Finlandesa para Matemática e Educação Científica. Ele tem sido ativo no desenvolvimento do programa de formação de professores, e na avaliação do programa e instrução na formação de professores. Os seus principais interesses de pesquisa são o ensino da ciência e da aprendizagem, a formação de professores de ciências e utilização das TIC na educação.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Escolas incríveis, excelentes pedagogias

As avaliações internacionais mostram que as melhores escolas do mundo estão instaladas na Finlândia. Um estudo publicado recentemente no Brasil destacou que uma das principais razões para o sucesso é que existem fortes investimentos na formação de professores.
Os cinco segredos, segundo a reportagem, são: 
1) a exigência com os professores é alta e a carreira, concorrida; 
2) existe a mesma qualidade de ensino para todos; 
3) os piores alunos não são deixados para trás; 
 4) o currículo é variado e além das matérias básicas há aulas de ecologia, ética, música, artes e economia doméstica;
5) os alunos devem ter prazer em ficar na escola e os diretores e professores são responsáveis por criar um ambiente agradável.

Muito se fala em torno da educação e do que é pretendido através dela. Psicólogos, filósofos, professores e educadores, pedagogos, terapeutas e tantos outros profissionais, que direta ou indiretamente estão ligados à educação, estudam, relatam, avaliam, analisam, observam, escrevem, argumentam... sobre as bases ideais para crescermos saudáveis de forma física e psicológica.

Em todo o mundo, a maioria das crianças e adultos passam por uma educação tradicional, na qual aprendem conteúdos enraizados por intermédio de um professor, são testados através de testes e trabalhos, e precisam constantemente de comprovar a sua capacidade para escalar etapas e chegar até a universidade.

Muitas vezes, este tipo de abordagem não traz à tona o melhor de cada estudante. Cada vez mais, filósofos, educadores e psicólogos estão a  descobrir que as escolas tradicionais são ultrapassadas, matam a criatividade e não suprem a demanda atual por indivíduos com características empreendedoras e inovadoras.


No entanto, algumas das escolas mais incríveis do planeta estão a começar a mudar o panorama académico mundial. Conheça onze delas:


1. Vittra


escolas incriveis 1
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Nesta escola sueca, os alunos agem de forma independente nos seus laptops, em qualquer lugar que lhes seja confortável e conveniente. Com 30 instituições ao redor do país, o método elimina totalmente as salas de aula. Os alunos são livres para trabalhar no que quiserem, sendo que há opções de trabalhos em grupo e “móveis organicos conversacionais” que permitem que as crianças interajam umas com as outras.
A Vittra pensa que, ao quebrar as divisões de classe físicas, as crianças podem ser ensinadas a viver com autoconfiança e comportamento comunal responsável. De acordo com a diretora da escola, Jannie Jeppesen, o projeto destina-se a permitir que a curiosidade e a criatividade floresçam nas crianças. Eles não trabalham com notas.


2. Escola Primária José Urbina López


escolas incriveis 2
A Escola Primária José Urbina López fica ao lado de uma lixeira na fronteira do México com os EUA, atendendo moradores de Matamoros, cidade que luta uma extensa guerra contra as drogas. Era apenas mais uma escola que tinha estudantes desmotivados, até que o professor Sergio Correa Juárez resolveu introduzir um método de educação alternativa na sua turma. Ele adotou uma filosofia educacional emergente que se aplica a lógica da era digital para a sala de aula.
Mais ou menos como o método Vittra, ele achou que os alunos deveriam ser livres para se focar nos assuntos que tivessem mais vontade. Como o acesso a um mundo de informação infinita mudou a forma como nos comunicamos, processamos informações e pensamos, Juárez decidiu, baseado nas pesquisas que fez, que o conhecimento não deve ser uma mercadoria entregue de professor para aluno, mas algo que emerge da própria exploração movida a curiosidade dos alunos. Seus resultados deram bons frutos: o método revelou habilidades extraordinárias na pequena estudante de 12 anos Paloma Bueno, hoje no topo do ranking de matemática e linguagem no México.


3. Escolas sem professores de Sugata Mitra


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Para implementar a sua nova filosofia, Sergio Correa Juárez pesquisou diferentes métodos de educação alternativa, um deles o de Sugata Mitra. Em 1999, Mitra era cientista-chefe de uma empresa em Nova Deli, na Índia, que treinava desenvolvedores de software. O seu escritório ficava junto de uma favela e, um dia, ele decidiu colocar um computador numa parede que separava o seu edifício da favela. Para sua surpresa, sem ninguém intervir, as crianças rapidamente descobriram como utilizar a máquina. A partir disso, Mitra fez várias experiências que levaram muito conhecimento a diversas crianças, tão avançados quanto em biologia molecular, por exemplo.
O método de Mitra é mais um que consiste em deixar as crianças aprenderem livremente, sem a presença de uma autoridade. A ideia é que elas se auto-organizem e estejam no controle da sua aprendizagem. Nas suas escolas não há professores, currículo ou separação por grupos etários. No entanto, há um grupo de tutores que estão disponíveis via Skype, que os alunos podem consultar se quiserem.


4. Método Montessori


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Método Montessori é o nome que se dá ao conjunto de teorias, práticas e materiais didáticos idealizado inicialmente por Maria Montessori em 1907. O ponto mais importante do método é que a educação se desenvolva com base na evolução da criança, e não o contrário.
Montessori escreveu que o desenvolvimento se dá em “períodos sensíveis”, de forma que em cada época da vida predominam certas características e sensibilidades específicas. Sem deixar de considerar o que há de individual em cada criança, o método traça perfis gerais de comportamento e possibilidades de aprendizado para cada faixa etária, com base em anos de observação. Os seis pilares educacionais de Montessori são autoeducação, educação como ciência, educação cósmica, ambiente preparado, adulto preparado e criança equilibrada.


5. Pedagogia Waldorf


escolas incriveis 5
O método Waldorf foi criado por Rudolf Steiner na cidade de Stuttgart, na Alemanha, para educar os filhos de Emil Molt, proprietário da empresa Waldorf-Astori. Hoje, existem várias escolas no mundo todo que utilizam essa pedagogia.
Em resumo, ela tem como objetivo desenvolver a personalidade das crianças de forma equilibrada e integrada, estimulando a clareza de raciocínio, o equilíbrio emocional e a iniciativa da ação. Steiner desenvolveu um currículo que incentiva e encoraja a criatividade, nutre a imaginação e conduz os alunos a um pensamento livre e autónomo. 

Acredita-se que as crianças tenham em si os mecanismos da aprendizagem e os professores Waldorf estimulam esse entusiasmo que existe dentro de cada aluno.
Quando se entra numa escola Waldorf, a primeira coisa que se nota é o cuidado e a dedicação com o edifício. As paredes são pintadas com cores vibrantes e cheias de trabalhos artísticos feitos pelos alunos. Evidencias sobre as atividades dos alunos estão espalhadas por todo lado e cada mesa/carteira tem um livro criado individualmente por cada aluno.
Os professores são extremamente entusiasmados e comprometidos com a pedagogia. Eles são verdadeiramente interessados em conhecer os alunos individualmente. A sua missão é fundamentada em como ajudar os seus alunos a encontrarem o significado das suas vidas.

6. Escola de Summerhill


escolas incriveis 6
A escola baseia-se no pensamento do escocês Alexander Sutherland Neill: nela, as crianças fazem o que querem. Com 90 anos de idade, Summerhill é, provavelmente, a mais célebre das chamadas escolas democráticas: as aulas são opcionais e os alunos só as atendem se quiserem. Além disso, a gestão da instituição também é democrática; todas as decisões são coletivas.
Além de Summerhill, pelas contas da Rede Internacional de Educação Democrática, há mais de 200 escolas com essa proposta em 28 países, atendendo em torno de 40 mil alunos. 

Outros exemplos famosos são a Sudbury Valley School, nos Estados Unidos, e a Escola da Ponte, em Portugal. A experiência lusitana influenciou o projeto pedagógico de instituições brasileiras, como a escola particular Escola Lumiar e as escolas públicas EMEF Desembargador Amorim Lima e EMEF Presidente Campos Salles, todas em São Paulo.


7. Abordagem Reggio Emilia


escolas incriveis 7
Esse método foi criado em 1945 por Loris Malaguzzi, um jovem professor que na época ensinava crianças da região italiana de Reggio Emilia. O sistema educacional tem uma estrutura com uma forte organização, um grande relacionamento com a comunidade e uma intensa participação dos pais.
No ponto central da abordagem, está a crença de que as crianças são cheias de curiosidade e criatividade. Nas suas mentes, existem espaços vazios à espera de serem preenchidos por factos, imagens ou datas. Por isso, o currículo nas escolas é flexível e emerge das ideias, pensamentos e observações das crianças. O seu objetivo principal é cultivar uma paixão permanente pela aprendizagem e pela exploração.


8. The School of Life


escolas incriveis 8
Como podemos desenvolver o nosso potencial? O trabalho pode ser algo inspirador? Porque importa a comunidade? A The School of Life (em tradução livre, “A Escola da Vida”) trabalha exatamente questões como estas. Em vez de disciplinas, a instituição coloca em primeiro lugar o indivíduo e as questões que o afetam, como a pressão do tempo e a ideia da morte.
O método foi criado pelo filósofo e escritor suíço Alain de Botton em 2008 e já chegou ao Brasil, com cursos intensivos em São Paulo. A ideia é ajudar os alunos a lidar com os dilemas do ser humano, passando por filosofia, psicologia e artes visuais, e destilar grandes pensamentos de todas as épocas para enriquecer o quotidiano dos estudantes. 


9. Brockwood Park School


escolas incriveis 9
Brockwood é uma escola internacional inglesa que oferece uma educação holística personalizada para pouco mais de 70 alunos com idade entre 14 a 19 anos. Seus métodos são profundamente inspirados pelos ensinamentos de J. Krishnamurti, e incentivam a excelência académica, a autocompreensão, a criatividade e a integridade de um ambiente seguro e não competitivo.
A educação Brockwood não é exclusivamente académica. Na verdade, ela integra a excelência académica da sua missão de ajudar os alunos a aprender a arte de viver, e reúne aspectos da aprendizagem, sensibilidade, abertura de espírito e autorreflexão que são muitas vezes ignorados por escolas mais tradicionais.


10. Kaospilot


escolas incriveis 10
A escola dinamarquesa Kaospilot aposta no ensino colaborativo e baseado em projetos para formar seus alunos. A instituição é uma escola internacional de empreendedorismo, criatividade e inovação social fundada em 1991, que propõe uma formação de 3 anos onde os “alunos profissionais” são protagonistas do seu próprio aprendizado, e onde estudos de caso são completamente substituídos por projetos reais com clientes de verdade.
A formação tem três pilares: desenho e gestão de projetos criativos; desenho e liderança de processos criativos; desenho e criação de novos negócios. A cada ano, formam-se 35 novos “pilotos do caos”. Em 2009, o primeiro brasileiro formou-se através desta escola, Henrique Vedana, sócio da CoCriar, organização que ajuda grupos de pessoas (como empresas, ONGs e institutos) a entenderem-se melhor por meio de conversas que valorizem a habilidade de cada membro para a realização de um trabalho coletivo. 


11. Pedagogia logosófica


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A pedagogia logosófica proporciona uma educação voltada à formação mais consciente diante da vida e da sociedade. Com oito unidades educacionais no Brasil e cinco no exterior, a instituição se fundamenta na logosofia, doutrina criada há 80 anos pelo pensador e humanista argentino Carlos Bernardo González Pecotch.
A proposta surgiu como reação à rotina dos conhecimentos e sistemas usados para a educação e a formação do ser humano. O objetivo do ensino é estimular os alunos para que sejam pessoas cada vez melhores e mais conscientes de seus atos, palavras e sentimentos. As escolas com pedagogia logosófica não estimulam competição entre alunos, trabalham a superação das dificuldades com motivação e respeitam as individualidades e limitações de cada um. 

Fontes: Hipe Science e ABT (Associação Brasileira de Tecnologia Educacional)

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Cheque Creche®, já ouviu falar?

O Cheque Creche é um título no formato de cheque ou cheque eletrónico (e-voucher), com vantagens sociais, laborais e fiscais, destinado a comparticipar as despesas de educação dos filhos dos trabalhadores. - See more at: http://www.chequecreche.pt/inicio.aspx#sthash.ogXliL0d.dpuf
O Cheque Creche é um título no formato de cheque ou cheque eletrónico (e-voucher), com vantagens sociais, laborais e fiscais, destinado a comparticipar as despesas de educação dos filhos dos trabalhadores. - See more at: http://www.chequecreche.pt/inicio.aspx#sthash.ogXliL0d.dpuf
O Cheque Creche é um título no formato de cheque ou cheque eletrónico (e-voucher), com vantagens sociais, laborais e fiscais, destinado a comparticipar as despesas de educação dos filhos dos trabalhadores.
Benefício social totalmente  isento de IRS e Taxa Social Única, permitindo à empresa majoração fiscal de 40% em sede de IRC.
Regulado pelo DL 26/99, de 28 de janeiro, destina-se ao pagamento de creches, jardins de infância e lactários, e tem como principal objetivo potenciar o apoio das entidades empregadoras aos seus trabalhadores que tenham a cargo filhos ou equiparados com idade inferior a 7 anos. 
Mais poder de compra para o trabalhador com forte impacto na qualidade de vida da sua família
- See more at: http://www.chequecreche.pt/inicio.aspx#sthash.XLHeaWjI.dpuf
O Cheque Creche® é um título no formato de cheque ou cheque eletrónico (e-voucher), com vantagens sociais, laborais e fiscais, destinado a comparticipar as despesas de educação dos filhos dos trabalhadores. Benefício social totalmente  isento de IRS e Taxa Social Única, permitindo à empresa majoração fiscal de 40% em sede de IRC.


Regulado pelo DL 26/99, de 28 de janeiro, destina-se ao pagamento de creches, jardins de infância e lactários, e tem como principal objetivo potenciar o apoio das entidades empregadoras aos seus trabalhadores que tenham a cargo filhos ou equiparados com idade inferior a 7 anos.  Mais poder de compra para o trabalhador com forte impacto na qualidade de vida da sua família.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Alargar temáticas

No cabeçalho deste blogue há a indicação que é um espaço destinado à primeira infância e tudo o que a envolve. 

Aqui as visitas são profissionais de educação e outros, pais e futuros pais ou apenas curiosos. Por isso mesmo irei dar também algum destaque e abordar temas somo gravidez, parto e pós-parto e tudo o que envolve a  vida do bebé nos primeiros meses de vida.

"Mãe e filho" - Sascalia
Vendo o lado dos educadores de infância... É muito importante que estejam bem informados sobre estas questões mesmo que não estejam num berçário ou numa creche. Várias vezes somos confrontados com questões dos pais, pedidos de opinião porque como somos formados em educação, supostamente deveremos saber tudo sobre crianças e bebés. Os nossos cursos não nos prepararam para esta outra vertente.
Além disso, é muito importante, na altura de entrevista ao encarregado de educação, sabermos sobre o tipo de gravidez, de parto, o pós parto para a mãe e para o bebé, como se alimentou nos primeiros meses. Muitas destas respostas podem ajudar-nos em questões práticas do dia a dia com a criança.

Vendo do lado de pais e futuros pais... Podem sempre colocar questões mesmo que não estejam relacionados com os textos que vão sendo apresentados.

Para concluir... Lembro que para além de Educadora de Infância, sou Conselheira em Aleitamento Materno (CAM), Voluntária do SOS Amamentação e Instrutora de Massagens para Bebés, por isso, sobre qualquer uma destas áreas poderão pedir esclarecimentos.


A todos os que me visitam...


Nem sei como agradecer a todos os que procuram a minha página, sobretudo nestes primeiros dias do ano. Do dia 1 de janeiro até hoje contaram-se mais de 2500 visualizações. OBRIGADA!!!!!!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O 25 mitos da pediatria

As orientações da pediatria moderna são conhecidas em Portugal e estão adotadas por muitos especialistas. Conheça os 25 mitos da pediatria
 
Conhecimentos inéditos sobre o desenvolvimento biológico estão a revolucionar os cuidados aos mais pequenos.


Música na gravidez Não é preciso nascer para ouvir. Hoje admite-se que o feto tem capacidades auditivas a partir das 12 semanas e guarda memória dos sons após o nascimento. Recomenda-se a audição de sons graves porque têm um efeito calmante e a música clássica está entre os estilos adequados. Os ritmos binários têm a vantagem acrescida de se assemelharem ao batimento do coração da mãe.

Uma curiosidade: a cadência com que as mães embalam é igual ao seu ritmo cardíaco e é por isso que o bebé adormece mais facilmente.

Aleitamento
 Evitar alimentos como laranjas, cebolas, leguminosas ou chocolates não diminui as cólicas no bebé. A alimentação da mulher deve ser variada desde a gestação porque está provado que o feto inicia o desenvolvimento das células sensíveis ao sabor às  14 semanas. Todos são unânimes sobre os benefícios da amamentação exclusiva até aos seis meses de vida do bebé e provou-se que estão erradas as teorias sobre a fraca qualidade do leite muito líquido ou que não escorre quando é deitado num copo. O aleitamento é prioritário e deve começar ainda na sala de partos.

Esterilização
Ferver ou esterilizar biberões e tetinas não é necessário se os pais lavarem frequentemente, e bem, as mãos. As doenças infeciosas são menos frequentes e em condições normais de habitabilidade e de higiene basta uma lavagem que elimine os resíduos.

Alimentos
É um erro excluir alimentos como peixe, gema de ovo, carne de porco e frutas nos primeiros tempos de vida. A seleção visava prevenir alergias, mas as organizações internacionais defendem que atrasar a diversificação alimentar, mesmo em alérgicos, não traz benefícios. Outro erro antigo: não se deve obrigar a comer nem negociar alimentos por alimentos - por exemplo, dar uma bolacha para compensar ter comido sopa - e os legumes e frutas devem estar sempre na mesa porque a sua presença influenciará a alimentação na vida adulta. No passado, os alimentos eram introduzidos com o aparecimento dos dentes e agora são recomendados aos quatro meses, quando não há amamentação. 

Suplementos alimentares
Vitaminas para quê? A sociedade moderna caracteriza-se pela abundância e uma dieta equilibrada é suficiente. A exceção, sobretudo no primeiro ano de vida, é a vitamina D, que gerações reforçaram com "colheradas" de óleo de fígado de bacalhau. A tradição tem sido recuperada sob outras formas: os ácidos gordos são decisivos na formação das membranas cerebrais e estão a ser redescobertos em óleos de peixes de profundidade.

Peso
Gordura não é formosura. Cada bebé tem o seu ritmo e as variações nem sempre são sinal de doença. Os pediatras afirmam que os pais modernos se preocupam em excesso com o crescimento e recomendam que pesagem e medição só sejam feitas nas  consultas de rotina.

Sono
Não tem fundamento o medo de que os bebés deitados de costas podem sufocar no caso de bolçarem. Em situações normais, o corpo humano está preparado para evitar estas situações. O medo levou muitos pais a deitarem os recém-nascidos de barriga para baixo, mas hoje é reprovável e perigoso. É  mandatório deitar os bebés de barriga para cima, pelo menos, até aos seis meses. Depois, é o próprio bebé que escolhe a posição mais confortável. O sono solitário foi estimulado por se acreditar que promovia a autonomia, mas não está provado.

Morte súbita
"Abafar" os bebés não é o perigo principal. A morte de crianças saudáveis por razões inexplicáveis continua a registar-se e estudos recentes têm evidenciado que é mais comum quando os pais são fumadores, em famílias monoparentais e quando o bebé é deitado de barriga para baixo. 

Choro
As lágrimas são mais do que fome ou fralda molhada. Descobriu-se que os bebés são muito sensíveis a estímulos e também precisam de aliviar a tensão. Ou seja, às vezes basta deixar chorar um bocadinho para perceber a mensagem.

Banho
Esperar pela digestão para dar banho é um mito. A água utilizada está morna e não existe choque térmico, responsável pela congestão. Além disso, o leite é de fácil digestão. O  banho deve ser um prazer e a regra é "água quanto baste e pouco produto de limpeza", sobretudo com glicerina, porque seca e irrita a pele em demasia.

Pele
Pó de talco fora da lista. A limpeza exagerada é inimiga da pele e um banho seguido de uma loção hidratante é suficiente. Na  zona da fralda é necessária parcimónia no uso de toalhetes, pois limpam a sujidade, mas também podem arrastar a camada superficial da pele. Quando a fralda só está molhada e não existe irritação não é necessário usar creme ou pastas sob risco de provocar uma sensibilização excessiva. E o pó de talco está fora de moda porque as partículas podem ser inaladas pelo bebé.

Fralda
O uso precoce do bacio está fora de questão. Os pediatras estão a recuperar a tradição de retirar a fralda só aos dois anos porque o controlo precoce do esfíncter pode, afinal, trazer problemas. 

Botas ortopédicas
Não vale a pena olhar para os pés antes dos dois anos. A ortopedia moderna respeita as regras de crescimento do pé e da marcha das crianças e qualquer  calçado que faça alguma contenção interfere com a evolução normal. É ponto assente que é o exercício e não o calçado ortopédico ou formativo que cumpre a missão fisiológica. Sempre que possível, as crianças devem andar descalças e usar sapatos que protejam apenas o tornozelo e o calcanhar.

Creche
A socialização, afinal, só começa aos três anos. Na sociedade atual mães e avós trabalham e os bebés vão para a creche cada vez mais cedo. Contudo, a maioria dos pediatras regressou ao passado para recomendar os cuidados dos avós até aos três anos. Argumentam que os ganhos de afeto compensam.

Febre
A temperatura não é doença. A maioria das crianças faz quatro dias de febre e não é preciso baixar a temperatura de imediato como querem os pais dos nossos dias. Os médicos alertam que a febre é muitas vezes é um mecanismo de defesa do organismo e que um sinal de serenidade é a criança continuar a brincar. 

Tosse
Adeus ao xarope. Tossir é uma forma do corpo para eliminar secreções e melhorar a respiração. Trata-se de um sintoma e não de uma doença e nos primeiros anos de vida não são recomendados inibidores.

Aerossóis
São os grandes terapeutas do século XXI. Ajudam a respirar melhor, contudo, os médicos têm dúvidas sobre o que os próximos avanços podem revelar sobre a sua utilização. 

Ginástica respiratória
Comum na década de 90 revelou-se desnecessária. Era usada para bronquiolites e hoje sabe-se que aumentam o cansaço e as dificuldades de respiração. 

Remédios caseiros
Vivem-se tempos de medicação excessiva. As precauções sobre o uso de remédios estão na ordem do dia e a regra é recuperar remédios caseiros como o xarope de cenoura e os preparados com mel. 

Vacinas
O calendário mudou. As crianças dos nossos dias são mais vacinadas - e dizem os pediatras, estão mais protegidas - e já não é preciso recomeçar do zero quando há atrasos muito grandes.

Flúor
As gotas outrora comuns foram trocadas pelos dentífricos. Atualmente é promovida a lavagem cada vez mais precoce dos dentes, aliás, logo que a  dentição aparece na vida do bebé

Brinquedos
Quantos mais, pior. As crianças precisam de estimular a imaginação e para isso não podem ter muitos brinquedos para poderem explorá-los ao máximo, dando-lhe várias utilizações. Os pais devem guardar os presentes, optando pela distribuição ao longo do ano. 

Animais
Os eternos amigos estão de volta. Após várias teorias sobre o risco acrescido de alergias, cães, gatos, pássaros e outros animais são desejáveis para o desenvolvimento da criança. 

Desporto
O cloro não faz alergia. A prática desportiva é defendida para o desenvolvimento psicomotor e a natação volta a liderar as preferências. A qualidade da água das piscinas melhorou e os bebés podem nadar a partir do sexto mês de vida. Só é preciso limpar o cloro com um banho abundante e dar bastante água para minimizar a sua presença no estômago. 

Regras
O ónus dos pais sobre a personalidade dos filhos está mitigado. Passou a ser admitido que há crianças difíceis que complicam a vida das famílias e que as regras são, por isso, indispensáveis. A negociação deve existir, mas sem rendição, em especial, dos pais.



Fundamentos
Teses de médicos portugueses
As orientações da pediatria moderna são conhecidas em Portugal e estão adotadas por muitos especialistas. O Expresso ouviu alguns pediatras com trabalhos publicados nesta área e com funções em hospitais públicos de referência. Entre eles, o chefe do Serviço de Pediatria do Hospital de Cascais, Luís Pinheiro; o presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos, Anselmo da Costa; o neonatologista do Hospital de Santa Maria, António Simões de Azevedo; o presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, Luís Januário, e o diretor da Pediatria Médica do Hospital de Dona Estefânia, Gonçalo Cordeiro Ferreira.

Vera Lúcia Arreigoso
Texto publicado na edição do 
Expresso de 6 de dezembro de 2008