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domingo, 25 de março de 2012

História "pequeno azul, pequeno amarelo" - 17 e 24/01/12

Recomendamos a ter em casa




 Eu e a minha colega da outra sala de 1 ano preparámos uma atividade em conjunto: a exploração da história "pequeno azul, pequeno amarelo".

Exposição de uma parte da história




Assim no primeiro dia a minha colega contou a história enquanto eu a ia ilustrando em papel de cenário (tamanho consideravelmente grande) todos os pormenores que ela ia retratando, com lápis de cera. 
A atenção à história foi conseguida e no final todo o grupo quis tocar no desenho que tinha sido feito na vertical talvez para melhor entender como se dão abraços no papel ou como se passa por baixo de um túnel :)





No segundo dia a atividade foi de loucura total. Forrámos o ginásio todo com papel cenário e fomos contar novamente a história. Desta vez fui eu que fiz as honras. A meio, pequenas gotinhas de tinta iam caindo pelo chão até que no final, por todo o papel, se via tinta azul e amarela. Devidamente equipados (sem roupa) os meninos exploraram como quiseram estas duas cores e foi quando descobriram uma outra: o verde. O resultado final foi uma pintura fantástica como se pode constatar.


Expusemos os dois trabalhos no corredor da creche e juntámos um excerto da história, para incentivar os pais a adquiri-la mas também muitas fotografias que tirámos nos dois momentos.

Algures por cima de um arco íris - 16/01/12

clique aqui

Tradução - "Algures por cima de um arco íris" - cantor  Israel "IZ" Kamakawiwoʻole



Há algo de mágico num arco íris... A sua grandeza, graciosidade, todo o conjunto de cores que contrastam com um céu cinzento...
Este fim de semana viu-se um pequenino no céu até porque poucas foram as gotas que caíram mas podemos sempre criar um na nossa sala e foi isso que fizemos :)


F. Z. a pintar o "céu azul" de cinzento



G.J. a mostrar o arco íris

 Depois de pintada a cartolina azul, de cinzento com a técnica da esponja, deixámos secar e....

.... heis que surge uma paleta de cores nas mãos dos meninos com intuito de alegrarem o "céu nublado" com as cores do arco íris



(ups falta a fotografia com o trabalho final!!! mas não está esquecida)



Brincar na rua no inverno - 12/01/12

Está aí o frio e, para muitas crianças, a vida transforma-se na rotina de ir e vir de casa para a escola e da escola para casa. Mas, não ficarão por acaso mais nervosos e propensos a zangar-se com os irmãos ou com os colegas e a fazer uma birra após duas horas fechados em casa ou numa sala? Certamente. Isto deve-se ao facto de não descarregarem a energia acumulada. A única maneira que têm de o fazer é a brincar e a mexer-se e, se for ao ar livre, melhor. “Mas assim passará o tempo todo constipado”, pensam alguns pais. Não é bem assim. Há que afastar ideias falsas sobre os riscos.


O parque, o melhor quarto de brinquedos

As crianças precisam de brincar livremente e se for ao ar livre tanto melhor.
Bom para a saúde: O exercício físico reforça o sistema imunitário e torna-os mais resistentes a infecções. Além disso, expor-se aos raios solares (no Inverno não é necessário usar protector solar a não ser que haja neve), faz com que a pele sintetize a vitamina D, de vital importância para os ossos.
Crianças mais criativas: Brincar na natureza com elementos e estímulos que não se encontram habitualmente no seu ambiente quotidiano estimula a curiosidade e obriga-os a tomar decisões ou a resolver pequenas dificuldades usando a imaginação. Muitos professores deram conta de que as crianças que são activas têm mais capacidade de prestar atenção na aula, seguir instruções ou colaborar em grupos.
Brincar com outras crianças: Estão numa idade na qual começam a deixar para trás o seu egocentrismo e a desfrutar cada vez mais do relacionamento com os seus semelhantes. As habilidades sociais aprendem-se e desenvolvem-se com a prática e o jogo espontâneo é a melhor forma de as favorecer.
Também é bom para os pais: Entre o trabalho, as responsabilidades da casa, os aborrecimentos... muitas vezes esquecemo-nos de como é divertido brincar com os nossos filhos. A nós também nos sabe bem um tempinho ao ar livre e fazer exercício. Além disso, depois de um tempo de brincadeira, iremos sentir-nos mais bem humorados, menos stressados, mais relaxados... e cansados para dormir melhor.


Como agasalhá-los?

Para que andem cómodos e quentinhos, o ideal é sobrepor várias camadas finas de roupa. A primeira, a roupa interior, protege. A segunda camada agasalha (camisola de malha, polar...) e a terceira (o casaco ou gabardine) isola, melhor se for impermeável (o mesmo que o calçado, com sola de borracha para evitar que escorregue).
- Se estiver muito frio, há que acrescentar luvas, um gorro que lhes cubra as orelhas e cachecol, ou melhor ainda, uma gola, mas confortável e segura porque não tem fios que se possam prender.
- O que fazer se suarem? A roupa interior absorve o suor (o melhor é escolher fibras naturais como o algodão do que sintéticas) e impede que o resto da roupa se molhe. Enquanto as peças exteriores estiverem secas, as crianças não passam frio.
- As camisolas e casacos de gola alta protegem do frio, desde que não piquem (são preferíveis as de fibra natural que as sintéticas) e convém levar outra camada por baixo para poder tirá-los se sentirem calor.
- Quando as temperaturas são muito baixas convém usar roupa térmica (camisola interior, calças e meias) como primeira camada.
- Se for para um local onde neve, é importante que a camada mais externa (incluíndo as luvas) seja completamente impermeável, para evitar que passem frio caso se molhem. Para além disso, há que aplicar-lhes protecção solar alta na cara e nos lábios (não esquecer o pescoço e as orelhas se os levarem descobertos).


Bem vindo 2012


Esperamos de ti o melhor.
Gostaríamos que nos trouxesses muita saúde, paz, sorte, trabalho, carinho, amor, amizade, compreensão, boas notícias e muito muito mais do que aquilo que nos permitem ter.

... e já agora que a taxa de natalidade aumente para que possamos ter sempre emprego ehehehe


Novo ano nova sala



 Num novo ano justifica-se mudar o aspeto à nossa sala, assim...



Área do tapete alongada por dois tapetes, junto ao espelho onde estão as fotografias de todos, a lagarta sensorial, assim como as fotografias da família expostas na janela





Área de mesas onde comem e desenvolvem algumas atividades assim como pinturas, desenhos, plasticina, jogos de mesa, entre outros

Área de jogos ao fundo junto à janela





Área da expressão motora que facilmente transforma numa outra área qualquer, dependendo da brincadeira


Boas Festas

Árvore de Natal da sala
Desejo a todos os pais e meninos da minha sala, a todos os meus amigos e família e a todos os que me visitam aqui, que tenham um santo Natal e que o próximo ano vos presenteie com muita saúde, sorte e momentos felizes.









Nota: esta árvore de Natal foi enfeitada com bolas que contêm fotografias individuais de cada criança e estas foram colocadas em cima de cartolina sendo que cada uma corresponde a uma criança o que facilitará depois quando tiveramos que a retirar da parede, pois tiramos a cartolina inteira e colocamos diretamente na capa de cada criança



Lembrancinha de Natal para os pais

Prendinha da Sala 1 - 2011/2012


 Este ano escolhemos uma lanterna e então aproveitámos o trabalhos que fizemos com as folhas de acetato e colocámo-las aqui para que, quando os pais forem acender a velinha junto da árvore de Natal, de forma a que a sala não esteja às escuras quando o Pai Natal sair da chaminé, o efeito seja ainda mais bonito por todas as cores que usámos no desenho.

















 

Depois fizemos também o cartão de boas festas com o aspecto de uma janela que ao abrir tinha uma fotografia de cada um com um gorro de Natal. 
Ficámos todos tão giros e para dar mais um brilho ao cartão, colámos neve artificial nas laterais.





Prendinha da Sala 4 - 2011/2012


A minha colega Vera que tem um grupo de 2 anos fez uma moldura com uma fotografia de cada um (já não fui a tempo de tirar fotografia ohhhhhhh) e um embrulho muito original. Aproveitou várias estrelas que estavam espalhadas por toda a creche e colocou no embrulho para lhe dar uma luz especial e a isso juntou a Rena Rodolfo executada com a impressão do pé e da mão de cada um, tendo feito os pormenores da cara à posteriori. Uma ideia gira e viável desde o berçário até ao jardim de infância.



O dia da festa de Natal - 16/12/11

O duende da sala

Os duendes faziam as honras da sala, davam as boas vindas, conversavam com a família, tiravam fotografias e mostravam-lhes o local onde sentar para ouvir a história do Menino Jesus.

Hora do conto
Os espectadores





















Aqui se vê a sala 1 no momento sereno em que a mamã da G. J. e a avó do A.S. contavam e dinamizavam a história



Momento de convívio entre todas as salas
Após cada atividade de sala encontrámo-nos no refeitório que se tinha transformado num salão de festas. Ali já esperava por nós um artista contratado que cantou e tocou musicas tradicionais portuguesas e ensinou a dançar a dança de roda tradicional com fitas (não me lembro do nome, peço desculpa).
De seguida veio o lanche de convívio e foi interrompido por uma surpresa....



A surpresa da noite...
Pois é..... Não há festa de Natal sem Pai Natal e há falta de um tivemos vários e montados em motas!!!!!!! É verdade convidámops o grupo motard para participar na nossa festa e lá apareceram eles, apesar da chuva; vieram de sacos às costas com lembrancinhas para todos os meninos e levaram todos os artigos que conseguimos recolher na campanha de solidariedade em prol das família carenciadas.




sábado, 24 de março de 2012

Os preparativos do Natal - 05 a 13/12/11

Faz todo o sentido deixar um grande obrigado a todas as mães que nos ajudaram a preparar todo o cenário para a época natalícia e em especial para o dia da festa de natal. 

Uma mamã a preparar o presépio

Pedi a duas mães (que são artistas!) que me ajudassem a preparar o cenário para o dia da festa de natal, onde a nossa sala tinha o tema "Presépio". Então, foi óbvia a construção do presépio e optou-se por elementos naturais, seguindo a pedagogia Waldorf, ou seja com o reino mineral, o reino vegetal e o reino animal. Os personagens do presépio foram minuciosamente feitos em lã cardada e ficaram lindíssimos tal como se poderá ver em baixo.

Elementos do presépio - reino animal

A outra mãe que tem uma mãos fantásticas para trabalhar com feltro fez as letras que expusemos mesmo por cima do presépio (na fotografia surgem um pouco viradas) e ficaram um espectáculo.

Aqui está o resultado final de ambos os trabalhos

Como vêem ficou fantástico e aqui já o conjunto estava na sala no dia da festa :)  
Depois tivemos outra mãe que nos ajudou a fazer a árvore de natal que expusemos na creche junto à receção com a caixa surpresa (onde foram sendo colocados donativos para famílias carenciadas do concelho, que foram distribuídos mais tarde)


A árvore a ser executada
Árvore já enfeitada

















Aqui poderemos ver o produto inicial e o produto final, chamo a atenção que todos os enfeites da árvore foram executados pelos pais em casa, tendo como base moldes que lhes fornecemos, todos feitos em tecido ou feltro. Todos ficaram muito bonitos e temos que reconhecer que surgiram propostas muito originais. Um muito obrigada a todos. Na fotografia da esquerda aparece a minha colega da sala 3 e mãe do A.S. e a ela gostava de agradecer a árvore de natal em miniatura que fez para a minha salinha :) obrigada minha querida.

Uma pintura diferente - 07/12/11

 Hoje descobrimos materiais novos: 
a caneta e a folha de acetato

 
A. S. a iniciar o seu desenho
  
Colocaram-se folhas na janela que dá para o exterior e depois de colocar as canetas na mão de cada um, vimos as expressões de espanto e alegria à medida que cada traço surgia como se estivessem a pintar no vazio.

Resultado final

A ideia surgiu para depois se criar a lembrancinha de Natal para os pais, que poderão ver aqui




sexta-feira, 23 de março de 2012

Pintura com pinceis - 15/11/11

A. D. com pincéis
A. S. a retocar o pincel

F. Z. tão feliz
S. S. ao pormenor


Hoje foi um dia
 muito animado





A Tina colocou uma folha grande de papel cenário na parede no corredor, deu-nos tintas e pincéis e a partir daí.... o mérito foi nosso. 


Tudo valia, sentar-mo-nos no chão, pormo-nos em biquinhos de pé para chegarmos lá a cima (eheheh), usarmos pincéis, usarmos aos mãos e até os sapatos foram usados para dar cor ao cenário.


Todos participámos e no final esta pintura coletiva ficou na nossa sala para servir de fundo a uma exposição de fotografias nossas.

«A pintura infantil é muito importante para o desenvolvimento das crianças e dos jovens.Além de trazer todos os benefícios de uma atividade que trabalha com a coordenação motora, agilidade, ritmo e perceção espacial, a pintura é uma atividade social que transmite uma sensação de bem estar psicológico e permite uma melhoria na auto estima.»


Porque é que os bebés africanos não choram?

clique no título para ver o artigo original


«Eu nasci e cresci no Quênia e em Cote d'Ivoire. A partir dos quinze anos fui viver no Reino Unido. No entanto, eu sempre soube que eu queria criar os meus filhos (quando os tivesse) em casa, no Quênia. E sim, eu achava que iria tê-los. Eu sou uma mulher moderna Africana, com dois graus universitários e uma mulher de quarta geração de trabalho mas quando se trata de crianças sou tipicamente Africana. A ideia é que não estamos completas sem elas, as crianças são uma bênção que seria uma loucura evitá-las. Na verdade é que esta questão nem sequer surgiu.

Eu comecei a minha gravidez no Reino Unido. O desejo de regressar a casa era tão forte que eu vendi a minha prática, abri um novo negócio e mudei de casa e de país nos primeiros cinco meses após descobrir que estava grávida. Eu fiz o que muitas mães grávidas no Reino Unido fazem, ler vorazmente: Our Babies, Ourselves, Unconditional Parenting, tudo da Sears, a lista continua. (Minha avó comentou mais tarde que os bebés não lêem livros e realmente tudo que eu precisava fazer era "ler" o meu bebé). Tudo o que li, disse que os bebés africanos choram menos do que os bebés europeus. Fiquei intrigada com isso.

Quando cheguei a casa pude observar. Olhei para mães e bebés e eles estavam por toda a parte, embora muito jovens os africanos, com menos de seis semanas, estavam em casa. A primeira coisa que notei é que apesar de sua omnipresença, é realmente muito difícil "ver" um bebé queniano. Normalmente são incrivelmente bem embrulhados, antes de serem transportados, ou amarrados pela sua mãe (às vezes pelo pai). Mesmo os bebés mais velhos são amarrados a toda a volta e são protegidos do meio ambiente por um grande cobertor. Seria a sorte alguém conseguir ver algo, fosse um olho ou o nariz. O embrulho é uma réplica semelhante ao útero. Os bebés ficam literalmente num casulo face às tensões do mundo exterior em que eles estão a entrar.

A minha segunda observação foi uma questão cultural. No Reino Unido, entende-se que os bebés choram. No Quénia era completamente o oposto. O entendimento é que os bebés não choram. Se o fizerem, algo está terrivelmente errado e deve ser feito para corrigi-lo imediatamente. A minha cunhada inglesa resumiu bem. "As pessoas aqui", disse ela, "realmente não gostam que os bebés chorem, não é?"

Tudo fazia muito mais sentido quando eu finalmente cheguei e a minha avó veio da aldeia para me visitar. Quando isso aconteceu, a minha filha teve um grande bocado a chorar. Desesperada e cansada, eu esqueci-me de tudo que eu já tinha lido e, por momentos, juntei-me ao choro. No entanto, para minha avó era simples, "Nyonyo (amamenta a tua filha)!" Foi a sua resposta.

Houve momentos em que era uma fralda molhada, ou porque eu a tinha colocado para baixo, ou porque ela precisava de arrotar, mas, principalmente, ela só queria estar no peito, não importa se estava a ser alimentada ou apenas a ser um conforto do momento. Eu usufruía mais da sua companhia e praticava co-sleeping (partilha de cama) com ela, eu estava a fazer uma extensão natural para o que era correto.
De repente eu aprendi o segredo, não tão difícil, do silêncio alegre de bebés africanos. Foi uma simbiose simples, vi que exigia uma mudança total de ideias sobre o que deveria acontecer e um abraçar do que realmente estava acontecer naquele momento. O resultado foi que o meu bebé começou a ser alimentado muito muito mais do que eu já tinha lido, pelo menos  mais cinco vezes do que alguns dos horários mais rigorosos de alimentação que eu tinha visto.
À cerca de quatro meses, quando algumas mães da zona urbana começar a introduzir sólidos, segundo diretrizes que lhes haviam recomendado, a minha filha voltou ao estilo de amamentação de um recém-nascido, ou seja de hora a hora e foi um choque total. Lentamente, nos últimos quatro meses, o tempo entre as mamadas começou a aumentar. (...)

A maioria das mães do grupo da minha mãe e do meu bebé tinham começado a introduzir o arroz ao bebé (para esticar os alimentos) e todos os profissionais envolvidos na vida das nossas crianças, pediatras, mesmo doulas, disseram que esta atitude foi correta. As mães também precisavam de descanso e que tínhamos feito algo surpreendente ao chegarmos aos quatro meses de amamentação em exclusivo, e eles garantiram-nos que para os nossos bebés seria ótimo. Houve uma coisa que não me pareceu muito verdadeira, quando eu tentei, sem grande entusiasmo, misturar um pouco de mamão (o alimento tradicional para o desmame no Quénia) com leite materno que retirei e ofereci-o à minha filha, ela rejeitou-o.

Então eu liguei para minha avó. Ela riu-se e perguntou se eu andava novamente a ler os livros. Ela explicou-me cuidadosamente que na amamentação nada é linear. "Ela vai dizer-te quando estará pronta para o alimento - e seu corpo também."

"O que vou fazer até lá?" Eu estava ansiosa para saber.
"Tu fazes o que fizeste antes, amamentas regularmente." Então, a minha vida abrandou para o que parecia ser um impasse novamente. Enquanto muitos de meus contemporâneos, maravilhados com a forma como seus filhos começaram a dormir mais, depois de terem introduzido o arroz e mesmo de se aventurarem em outros alimentos, eu estava a acordar de hora em hora ou a cada duas horas com minha filha e digo aos meus pacientes que o retorno ao trabalho não fora bem como eu havia planeado.

Logo descobri que, sem querer, eu estava a transformar-me num serviço de apoio informal para outras mães da zona urbana. O meu número de telefone estava a faz as rondas e muitas vezes enquanto eu alimentava a minha bebé eu começava a ouvir-me a pronunciar as palavras: "Sim, basta manter a alimentação dele/dela. Sim, mesmo que você tenha acabado de os alimentar. Sim, você pode até não conseguir tirar o seu pijama hoje. Sim, você ainda precisa de comer e beber como um cavalo. Não, agora não pode ser a hora de considerar o retorno ao trabalho, você não se pode dar a esse luxo." E, finalmente, eu assegurei mães, "Vai ficar mais fácil." Eu tive que confiar apenas neste último conselho, pois não estava a ser mais fácil para mim.

Uma semana antes da minha filha fazer cinco meses, viajei ao Reino Unido para um casamento e para ela conhecer a família e amigos. Como eu tinha poucos compromissos, facilmente mantive a rotina da sua amamentação. Apesar dos olhares desconcertados de muitos estranho em vários locais públicos (a maioria das salas de amamentação foram designadas em casas de banho que eu simplesmente não conseguia usar) por eu amamentar a minha filha, nós continuamos.

Num casamento, as pessoas que estavam na mesma mesa que nós, comentaram: "É um bebé muito fácil embora não se alimente muito bem", uma outra senhora respondeu: "Embora eu tenha lido em algum lugar que os bebés africanos não choram muito." Eu não pude deixar de rir.
 Sabedoria suave da minha avó:


1. Ofereça o peito a cada momento que a sua bebé estiver chateada - mesmo que tenha acabado de lhe dar mama.
 
2. Co-sleeping. Muitas vezes podes amamentar o teu bebé antes de estar completamente acordada, o que lhes permitirá voltar a dormir mais facilmente e descansar mais.

3. Leva sempre uma garrafa de água quente para a cama contigo à noite para mantê-lo hidratado e o leite fluir.

4. Amamenta a pedido do bebé (especialmente durante os picos de crescimento) e tenta obter o máximo de ajuda de quem estiver perto de ti. Poucas são as coisas que não podem esperar.

Lê o teu bebé e não os livros. A amamentação não é linear, ele vai para cima e para baixo e também em círculos. Tu és o especialista das necessidades do teu bebé.»


Tradução não confirmada

quinta-feira, 22 de março de 2012

Porquê isto agora?

Poderão perguntar o porquê de colocar no mesmo dia vários posts com outras datas. Pois eu explico.

Tudo o que foi colocado agora estava na minha caixa de rascunho, na altura em que as atividades se realizaram ou quando pretendia falar de um determinado tema vinha até aqui e fazia-o mas..... não tinha as fotos todas disponíveis, então fui adiando, adiando, adiando e...... nunca mais.
Depois é o corre corre do dia a dia e temos a sensação que não temos tempo para mais nada, mas de fato bastavam 10/15 minutos por dia. Enfim...

Agora estou a redimir-me lol

Já com as fotografias todas organizadas e colocadas nos devidos posts, partilho convosco os dias na nossa salinha. Espero que gostem!!!


A hora da refeição - 08/11/11

A hora da refeição

Frequentemente observamos crianças que não tem apetite para os alimentos saudáveis e na hora do almoço ou jantar acontece uma ansiedade por parte dos adultos que cuidam delas. 
Fica aqui uma lista de algumas atitudes que ajudariam neste momento.

- Respeitar, cuidar e zelar cada criança pela sua maneira de ser;
- Falar apenas de assuntos agradáveis e positivos;
- Estimular a alimentação através de músicas, pratos enfeitados, histórias sobre os alimentos;
- Ter alegria e bom humor, nunca se zangar com seus filhos a esta hora;
- Chamar a atenção para os alimentos: cores, formas, texturas, sabores;
- Não misturar os alimentos no prato;
- Manter a criança sentada na cadeirinha, explicar que não é hora de brincar;
- Prestar atenção em tudo o que ingerem, mas não deixá-la perceber;
- Nunca falar à frente da criança: “Ela não gosta, ela não come…”;
- Ressaltar sempre o lado positivo da alimentação;
- Não repetir várias vezes a mesma palavra, quando não está a resultar, exemplo: “COME!”;
- Não obrigar a comer, mas estimular, para não criar um trauma;
- O líquido deve beber-se após comer o alimento, mas se a criança estiver com sede antes de servir, oferecer um pouco de água;
- Ter sempre a mesma rotina neste horário: lavar as mãos, sentar com calma, ter um momento de reflexão e comer devagar;
- A educadora ou os pais tem que passar tranquilidade para as crianças;
- Sempre servir pouco alimento no prato, pondo de tudo, quanto mais colorido o prato, melhor, eles podem repetir quando quiserem;
- Alguns alimentos secos podem ser agarrados com a mão: bolinhos, perninhas de frango, bifes, brócolos, couve-flor;
- Não se preocupar com alimentos que caem e sujam a roupa ou a mesa;
- Não falar que a mãe, o pai ou o educador não gosta disto ou daquilo, dar bom exemplo!

Pintura a preto e branco - 04/11/11

Fizemos uma pintura muito gira hoje.
Primeiro achámos logo diferença na cor do papel: preto???
E porque não?

Depois quando vimos que o branco se notava nitidamente fizemos caras fantásticas de espanto e demos risadas que encheram a sala de alegria.


Pintura de A. D.
A surpresa vinha no fim, pois, quando pensavamos que já tinhamos terminado a Tina deu-nos tinta colorida para salpicarmos por cima da pintura. 



Aqui a loucura foi maior e os 
trabalhos ficaram lindíssimos.


Exp.Motora - 27/10/11

 

Expressão Motora








Hoje foi dia de termos o Professor J.F. na creche para umas atividades de expressão motora.

Fazemos sempre coisas diferentes e hoje os desafios passaram por subirmos e descermos escadas, rampas e obstáculos. 
Estamos a ficar tão crescidos!!!!!!! Todos nós conseguimos superar os objetivos traçados por isso "Muito Bom" para todos ehehehehehehe

A importância de brincar ao ar livre - 21/10/11

Quando pensa na sua infância, de que brincadeiras se lembra melhor?
Das horas passadas em casa ou das corridas, do jogo da macaca e dos saltos na lama?
O mais normal é recordar-se das brincadeiras com amigos ou irmãos ao ar livre. Ninguém constrói grandes memórias a brincar sozinho e em casa.

A conclusão é de um estudo de 1994 que mantém a sua actualidade. Michael L. Henniger, investigador da Universidade Ocidental de Washington, partiu das recordações que 150 jovens adultos tinham das suas brincadeiras enquanto crianças. Mais de 75 por cento recordou as actividades ao ar livre. 

Ainda por cima, os benefícios das brincadeiras ao ar livre são inúmeros, tanto ao nível do desenvolvimento como da saúde. E que tal ir brincar com o seu filho... fora de casa?




 «O contacto com a natureza e com vários tipos de patogéneos cria nas defesas da criança uma memória imunitária que favorece a sua capacidade de resistir a infecções. A asma e as doenças de auto imunidade estão mais presentes nos países industrializados, por um lado, pela poluição e, por outro, pela redoma em que as crianças tendem a viver», afirma Mónica Pinto, pediatra do desenvolvimento.




Outra atividade de exterior que agrada muito grupos de crianças são as brincadeiras de roda, importantes para a sua socialização, sabe-se que unem através das canções e das mãos unidas. A afetividade é desenvolvida, fazendo a inclusão social da criança no meio em que vive; dessa forma, a brincadeira de roda participa da formação da personalidade da criança, que poderá com essa atividade, se tornar mais desinibida e assimilará o valor de conviver com os outros.


Explorar folhas de jornais - 19/10/11


 Uma atividade com papel de jornal. Porque não?
(dica: o papel do Lidl não solta tinta)


 Vamos aprender a rasgar e a amachucar e quem sabe fazer uma bolinhas


Muito giro!!! No final andámos descalços em cima do papel, deu para o sentir e ouvir


Exp. Musical - 10/10/11


Hoje tivemos o professor H.S. na nossa sala para
 uma atividade de expressão musical.

No início explorámos todos os instrumentos que ele ia tirando do saco: primeiro a guitarra, depois a pandeireta, de seguida as castanholas, o xilofone, os ferrinhos e a flauta.


Quase que formámos uma orquestra :)

 
Cada um de nós explorava um instrumento, depois trocávamos o que nem sempre acontecia de uma  forma muita pacífica mas há que entender que ainda não é fácil para nós a partilha. No final tudo correu muito bem porque todos nós tivemos oportunidade de explorar tudo.



 

  O final deste aula foi com uma música muito calma para que pudéssemos relaxar de toda a agitação que houve.



Para nos ajudar a relaxar o H.S. trouxe uma bolinhas especiais que têm uma textura fantástica e que é óptimo sentir no nosso corpo, então aproveitamos a música e fizemos algumas massagens pelo corpo.



Que bem que soube......