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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A atual educação estraga as crianças - Eduardo Sá


Notícia criada em 2012-01-19 e lida 12445 vezes





Foi assim que iniciou a sua palestra no Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, uma iniciativa promovida em colaboração por aquela instituição e pelo Centro de Formação Ria Formosa sobre o “Envolvimento Parental na Escola”.
Perante um auditório com cerca de 280 pessoas, o conferencista afirmou que “a estrutura tecnocrática, em que se transformou a educação, faz mal” e criticou o “furor da formação técnica e científica” que levou ao esquecimento de que “o melhor do mundo não é a escola mas as pessoas e, em particular, as relações familiares”. Lamentando a ausência de uma lei de bases para a família e para a criança, Eduardo Sá lembrou que “há aspetos muito mais importantes do que a escola na vida das crianças”, como a família. “Estamos a criar uma mole de licenciados e de mestres aos 23 anos que esperamos que sejam ídolos antes dos 30 e o fundamental não é isso”, lastimou, lembrando que “estamos a exigir aos nossos filhos que sejam iguais a nós: que ponham o trabalho à frente de tudo o resto”, esquecendo-nos de brincar com eles. 

O conferencista considerou que “criámos uma ideia absurda de desenvolvimento” e lembrou que “a vida não acaba aos 17 anos com a entrada no ensino superior”. “Só os alunos que tiveram pelo menos uma negativa no seu percurso educativo é que deviam entrar no ensino superior porque estamos a criar uma geração de pessoas imunodeprimidas”, defendeu, sustentando que “errar é aprender”.

Eduardo Sá disse achar “uma estupidez” crermos que tecnocratas sejam “sempre mais inteligentes porque dominam a estatística”, “inacreditável” que “o mundo, hoje, privilegie o número à palavra” e um “escândalo” que, “nesta sociedade do conhecimento, não perguntemos até que ponto é que mais conhecimento representou mais humanidade”. “Este mundo está felizmente a morrer de morte natural. O futuro vão voltar a ser as pessoas”, congratulou-se, considerando a atual crise uma “oportunidade fantástica que temos a sorte de estar a viver”. “Esta crise representa o fim de um ciclo que aplaudo de pé. Este furor positivista está felizmente a morrer”, complementou, considerando que “o custo do positivismo foi a burocracia e a tecnocracia”.“Acho ótimo que possamos reabilitar algumas noções que parecem ferir os tecnocratas e que são preciosas para a natureza humana. Acho inacreditável que, depois do positivismo, a fé tenha passado de moda porque a fé é uma experiência de comunhão entre as pessoas”, acrescentou.

Eduardo Sá defendeu que as “educações tecnológicas” possam dar lugar à “educação para o amor” como “a questão mais importante das nossas vidas”. “Acho fundamental que tenhamos a coragem, a ousadia e a verticalidade de dizer que a maior parte das pessoas se sente mal-amada e acho fundamental explicar aos nossos filhos que é mentira que acertemos no amor à primeira e que é notável aquilo que se passa dentro do nosso coração”, afirmou.

Neste sentido afirmou que “devia ser proibido dizermos aos nossos filhos que se deve casar para sempre”. “Sempre que namoramos mais um bocadinho, casamo-nos mais um pouco e sempre que deixamos de namorar, divorciamo-nos em suaves prestações”, concretizou a provocação, considerando o casamento tão sagrado como frágil. “É uma experiência sagrada porque duas pessoas que decidem comungar-se é uma experiência tão preciosa que é sagrada, mas é frágil porque, às vezes, os pais estão tão preocupados com a educação dos filhos que se esquecem de namorar todos os dias”, lamentou, lembrando que “pais mal-amados tornam-se piores pais”. “É fundamental que a relação amorosa dos pais esteja em primeiro lugar, antes da relação dos pais com as crianças”, sustentou.

Eduardo Sá defendeu que “as crianças devem sair o mais tarde possível de casa” e jardins de infância “tendencialmente gratuitos para todos”. “Não se compreende como é que a educação infantil e o ensino obrigatório não são a mesma coisa”, criticou, lamentando que os governantes, “nomeadamente a propósito da crise da natalidade”, não perguntem: “quanto é que uma família da classe média (se é que isso ainda existe em Portugal) precisa de ganhar para ter dois ou três filhos num jardim de infância”.

O psicólogo defendeu ainda jardins de infância onde as crianças “brinquem e ouçam e contem histórias”, tenham educação física, educação musical e educação visual. “O ensino básico não é muito importante senão para que, para além de tudo isto, as crianças tenham português e matemática”, disse, considerando ser “mentira que as crianças não tenham competências para a aprendizagem da matemática”. “É ótimo brincar com a matemática mas a matemática sem o português torna-nos estúpidos. Não consigo entender que este país não acarinhe a língua materna”, criticou.

Eduardo Sá disse ainda não achar que “mais escola seja melhor escola”, criticando os blocos de aulas de 90 minutos porque aulas expositivas daquela duração são “amigas dos défices de atenção”. “Acho um escândalo que as crianças comecem a trabalhar às 8h, terminem às 20h e que tenham, entre blocos de 90 minutos, 10 minutos de intervalo. Quanto mais as crianças puderem brincar, mais sucesso escolar têm”, defendeu, acrescentando que “os pais estão autorizados a ser vaidosos com os filhos mas proibidos de querer a criar jovens tecnocratas de fraldas”. “Devia ser proibido que as crianças saíssem do jardim de infância a saber ler e escrever”, advertiu. 

A terminar, defendeu ser possível “ter sucesso escolar” e “gostar da escola”.
 

 “Tenho esperança que um dia as crianças queiram fugir para a escola”, concluiu.




segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A minha caixa de trabalhos

Com o grupo da sala 5 e com o grupo de CAF foi feito um trabalho de forma a ser continuado pela família.
Em pequenas coisas vamos fazendo com que a família participe, se interesse, venha à escola mais vezes, entre na sala, que fale com os profissionais que estão diariamente com os seus filhos, que descubram novas conquistas das suas crianças, que vejam os seus trabalhos nas paredes da sala, que trabalhem em equipa com a escola e que, acima de tudo, reconheçam o nosso trabalho e haja uma continuidade desse mesmo trabalho pela comunicação que fazemos sempre questão de manter.


Assim... surgiu...
 "A minha caixa de trabalhos"


A cada encarregado de educação foi pedida uma caixa de cartão, com o intuito de ser decorada por cada criança, à sua vontade e com os materiais à sua escolha. No final do trabalho esta caixa irá para casa, será colocada num local especial e mantida com muito cuidado para que, à medida que formos fazendo alguns trabalhos (sobretudo em 3D) que não possam ser colocados nas capas, sejam levados para casa e colocados na caixa.



Depois estas caixas terão de voltar à escola no final do ano lectivo para uma exposição de trabalhos do grupo, se esta se tornar pequena para o volume do que vai sendo levado, os pais terão de fazer outra com os filhos ;)


Estas foram algumas das caixas decoradas por o grupo que tem entre 3 e 6 anos.






Este foi o primeiro trabalho a ser enviado na caixa: 

os fantoches do S. Martinho e do Mendigo.


A nossa horta

Uma das maiores dificuldades em educar na escola é trazer a realidade quotidiana para dentro das salas. Questões básicas da vida, como a produção de alimentos e de outros materiais parecem coisas distantes e até impossíveis de uma pessoa resolver. Entretanto, parte do património natural utilizado como recurso é matéria-prima do nosso dia-a-dia. Desde o que comemos no pequeno almoço até a roupa que vestimos, incluindo as ferramentas e utensílios domésticos, têm seu ciclo localizado na natureza. E nós mesmos podemos produzi-los.

Destes recursos, os vegetais são o grupo que apresenta maior facilidade de produção e valor didáctico. Assim, a realização de uma horta na escola torna-se de extrema importância. A produção de alimentos, ervas e outras plantas pode, além de educar a criança, o jovem e o adulto, fornecer matéria-prima para seu uso diário, seja na escola ou em sua própria casa. Este projeto pode fornece diversas ferramentas para o educando e o educador.


Por tudo isto decidi voltar novamente a este projeto uma vez que no ano passado a nossa hortinha morreu por falta de rega na altura das minhas férias :(

Então recomeçámos!!!

Desta vez utilizámos garafões de 5l, deitámo-los, cortámo-los e criámos os nossos vasos.

Primeiro mexemos a terra

Depois a terra foi para o "vaso"













As sementes que usámos foram de coentros, salsa, cenouras, abóbora e hortelã da ribeira.  Vamos ver quanto tempo leva a crescer a nossa hortinha?


Colocámos as sementes


Escolhemos o sítio certo para a nossa horta


E no final regámos

Temos sido muito regrados na rega diária e vamos colocando fotografias mensais das nossas ervas e legumes para podermos ver a sua evolução.



domingo, 15 de dezembro de 2013

O Outono vs corpo humano

Como é que se pode trabalhar noções corporais usando a temática do Outono?
Tenho uma proposta!!!

Num grupo de 3 anos sugeri fazerem o corpo a uma folhinha do Sr. Outono e resultou muito bem :) senão vejam....

Primeiro a cabeça, com olhos, boca e nariz...

... depois o cabelo...

... depois os braços e as mãos...

... por fim as pernas e os pés!
Assim começaram os primeiros traços do corpo humano nas folhas de papel para este grupinho de 3 anos!

Depois deste trabalho pedem constantemente folhas para fazerem mais meninos e meninas, o pai, a mãe, os manos e até o seu auto retrato.

Frutos de Outono III

Depois da prova dos frutos do Outono tivemos uma atividade muito gira. Fizemos uma cestinha em barro e colocámos lá dentro alguns frutos também feitos por nós, que foram uma noz, uma maça e uma abóbora.


Pintura da abóbora

Pintura da noz



Pintura da maça

Pintura da cesta


Pormenores da cesta

Produto final :)
À maçã adicionamos um pau de canela e uma folhinha de papel crepe, à metade da abóbora aproveitámos as sementinhas que tirámos no outro dia :)

Depois de concluido o trabalho, embrulhámos e enviámos para casa deixando a sugestão aos pais de fazerem outros frutos com os filhos e até trazerem para a escola para todos os amiguinhos verem ;)


Frutos de Outono II

Aqui estão os frutos que levei para a sala para se verem, cheirarem, tocarem e provarem. Temos: abóbora, diospiro, romã, canela, batata doce, castanhas, marmelo, nozes, avelãs.



Uma das provas: aprovado!

Outra das provas: assim assim...

Nesta prova vê-se que não foi agradável

Prova muuuuito cautelosa...

Prova depois de ver os outros provarem...
Tivémos várias facetas :) mas no final o saldo foi positivo. No geral gostaram de provar tudo o que foi provado cru, obviamente que não se incluiu a abóbora e a batata doce, essas foram tocadas e cheiradas.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Frutos de outono I

Uma atividade na cozinha...

De facto, na semana passada organizámos um momento diferente, então como temos estado a falar do outono e dos frutos da época, aproveitámos e fizémos uma "sobremesa" para o almoço.
 
Fomos para a mesa de trabalho :) e ...


Lavámos muito bem as maçãs...


Colocámos pauzinho de canela nas maçãs...
A Tina tirou o caroço e nós ajudámos a pôs no tabuleiro para...
...ir ao formo, e foi a Joana que as pôs lá...
Ao fim de pouco tempo... heis que surge a maçã assada!!!
Provaram e aprovaram!!!

Todos os meninos da sala 5 e do CAF tiveram maçã assada para o almoço, dos 30 só mesmo dois não gostaram (entenda-se....) por isso o saldo foi extremamente positivo!

Temos que repetir