Um espaço dedicado à primeira infância e tudo o que a envolve. O meu cantinho onde mostro que adoro as crianças e tudo o que as possa fazer felizes; por isso acredito que neste mundo cinzento temos de pegar nas cores do arco-íris, juntar-lhe um sorriso e vermos como a vida pode ser bonita.
sábado, 28 de março de 2015
Como encher balões em casa sem o gás hélio

DICA DO DIA..
Só precisamos de misturar vinagre e bicarbonato de sódio!
Só precisamos de misturar vinagre e bicarbonato de sódio!
Vamos aprender?
Material necessário
• 1 garrafa de litro de plástico,
• Balões (para obter melhores resultados encha o balão e deixe o ar sair, repita uma ou duas vezes de forma a que não seja necessária tanta força, para começar a enche-lo com a mistura)
• 1 colher de chá de bicarbonato de sódio (para encher mais o balão aumente as quantidades proporcionalmente... cuidado se for demais rebenta)
• 3 colheres de sopa de vinagre
Como fazer
1. Coloque o bicarbonato de sódio na garrafa.
2. Coloque o vinagre no balão.
3. Prenda a ponta aberta do balão à abertura da garrafa.
4. Levante o balão para deixar o vinagre cair dentro da garrafa.
Resultados
A mistura começa a borbulhar e o balão enche.
Porquê? Ocorre uma alteração química (reação) quando o vinagre e o bicarbonato de sódio se misturam. O balão enche-se, porque um dos produtos desta reação, dióxido de carbono, está sob a forma gasosa.
DIVIRTAM-SE!!!
sexta-feira, 27 de março de 2015
O que uma criança deve saber e poder fazer...

Tão simples como...
- deve saber que a amam, incondicionalmente e em todos os momentos;
- deve saber os seus direitos e que a sua família sempre a apoiará;
- deve saber rir, fazer caretas, brincar aos polícias e ladrões, ter
amigos imaginários, fazer comidas do tipo Frango com Bolo de Aniversário
ou Massinha com Chocolate e Alface e poder utilizar a sua imaginação
sempre que deseje;
- deve saber que não acontecerá nada se pintar
o céu de verde ou desenhar uma girafa de botas, um elefante de bigode
ou gatos de seis patas;
- deve saber que o mundo é mágico e que ela também;
- deve também saber que é fantástica, inteligente e criativa e que ninguém tem o direito de a fazer sentir o contrário;
- que o que mais contribui para um bom desempenho escolar, é que se
leia às crianças, desde pequenas, sem tecnologias modernas, nem creches
da moda, nem jogos e computadores... ou seja, que a mãe ou o pai (ou
preferencialmente, ambos) dediquem algum tempo, todos os dias, para se
sentarem e ler com ela bons livros e inventarem, em conjunto, histórias
divertidas e mirabolantes;
- que ser a criança mais inteligente
ou mais estudiosa da turma nunca significou ser a mais feliz. Nós
adultos, estamos tão obstinados em garantir aos nossos filhos todas as
“oportunidades” que enchemos as suas vidas com um excesso de actividades
tornando os seus dias, tantas e tantas vezes, tensos e cheios de
preocupações... muito semelhantes às nossas;
- que uma das
melhores coisas que podemos oferecer aos nossos filhos é uma infância
simples, despreocupada, feliz e especialmente divertida;
- que as
crianças merecem viver rodeadas de livros, de boas e positivas
experiências ao ar livre, de ter contacto com materiais artísticos e
poder explorá-los livremente. A maioria de nós poderia desfazer-se de
90% dos brinquedos dos nossos filhos e eles nem sentiriam falta;
- deve poder comer a fatia do meio das torradas de pão partidas em três;
- que não existem nada melhor para pais e filhos do que uma boa sessão
de “familioterapia” para nos retemperar energias e nos centrar realmente
naquilo que é verdadeiramente essencial;
- necessita de pais que
se sentem para mais do que a ouvir, a poder escutar sobre aquilo que
fez durante o dia, inclusive nos momentos em que não estava nas aulas;
- deve poder começar uma qualquer colecção (não interessa do quê) que nunca venha a terminar;
- deve poder passear, na companhia dos pais, nas noites de Primavera
sem que estes se importem que se ande a 150 metros por hora;
- tem o direito a ter um colo onde se possa sentar, enroscar como uma concha e receber muitos, muitos mimos;
- de poder perguntar “A avó é amiga da Nossa Senhora de Fátima? Se estão as duas no céu devem ser”;
- poder tomar banho sozinha e experimentar mergulhar na banheira contando o tempo que aguentam sem respirar;
- tem direito a não ficar sozinha a chorar;
- deve poder desarrumar uma caixa cheia de brinquedos para procurar um ursinho com 5 cm ou uma peça minúscula de um puzzle;
- tem direito a ajudar-nos a fazer o jantar mesmo que demoraremos o dobro do tempo e tenhamos o triplo do trabalho;
- tentar manter-se acordada até mais tarde, numa noite de Verão, para
tentar ver uma estrela cadente e, de seguida, pedir três desejos;
- tem o direito de saber que para nós as crianças são uma prioridade e que nos encanta verdadeiramente estar com elas.
Por Luís Fernandes, Pedro Strecht e Alicia Bayer
sexta-feira, 20 de março de 2015
Ideias para a Páscoa 2015
Ainda à pouco tempo estavamos a festejar o Natal e aqui estamos nós com os preparativos para a Páscoa... Ufa...
Com as rotinas, as atividades programadas, avaliações, planificações, reuniões... pouco tempo se tem para fazer pesquisas... então... fazemos por algumas colegas e partilhamos.
É essa a intenção ;)
Ideias de trabalhos para exposição
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| Galinha e pintinho com figuras geométricas |
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| Colagem de alimentos |
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| Colagem de lã (pode alterar-se o desenho) |
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| Placard de grupo |
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| 3 elementos: coelho, cenoura e pintinho |
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| Pintura original e divertida |
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| Uns coelhinhos amigos do ambiente |
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| A cruz... que tantas vezes se esquece |
Ideias de trabalhos para lembranças
| Uma galinhas muito chiques |
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| Embrulho original reciclando |
| Um cestinho de ovos simples e sem muito material |
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| Outro cesto muito fofo (este já reproduzi) |
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| Com massas ou formas de papel... |
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| Amigas galinhas |
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| Coelhos em "reciclarte" |
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| Cestinhos de ovos naturais |
| Como transformar um pacote de leite num coelhinho |
Todas estas imagens foram retiradas do Pinterest (sem identificação)
Espero que tenham gostado das propostas. Partilhem as vossas!
quinta-feira, 19 de março de 2015
Professor que não estuda não faz o aluno estudar
Nas minhas pesquisas sobre educação encontrei este texto. Achei-o interessante e pertinente pela sua base "Tudo começa pelo professor, quando este se interessa cotidianamente em
pesquisar e estudar. Professor que não estuda não tem como fazer o aluno
estudar. Esse é um dos pilares daquilo que entendo como docência."
Optei por transpôr na íntegra (texto em português do Brasil), sem fazer muitas considerações porque ele fala por si.
Escrito por um Educador que faz referência à importância de partilhar com os alunos novidades interessantes de forma a motivá-los e incutir-lhes esse espírito de pesquisa, procura, querer saber e estudo que se refletem também em auto estima e confiança.
A importância dada às novas tecnologias é uma constante e aqui poderão haver algumas opiniões divergentes mas a intenção está lá, a procura, a motivação, o trabalho de equipa (professor-aluno-professor), o respeito pelos alunos e pela profissão, a dedicação... Com estas qualidades é dificil não compreender o excelente trabalho deste professor. Parabéns.
Por Leandro Grass
"Na minha conversa com os alunos no início de todo ano letivo,
faço as seguintes perguntas: que coisas fizeram na escola, desde o
primeiro dia de aula na educação infantil até hoje, as quais poderiam
dizer que são seus autores? Com exceção dos desenhos de arte e das
redações nas aulas de língua portuguesa, o que foi produzido
exclusivamente por eles, sem ter copiado ou replicado de algum lugar? Ao
tentar responder, a grande maioria tem dificuldade em lembrar, pois, de
fato, o que mais fazemos em nossa vida escolar (e continuamos a fazer
na universidade) é copiar, resumir, sintetizar, memorizar e replicar.
Vivemos ainda em uma escola que pouco estimula a criatividade e a
autoria. É a escola do conteúdo por si só, dos exames e das aulas. A
escola que repete o conhecimento, mas que pouco promove sua ampliação.
Partindo dessa reflexão é que, desde o início de minha prática
docente há 10 anos, procuro maneiras de possibilitar aos estudantes uma
nova relação com o conhecimento. Atualmente, com o apoio das novas
tecnologias, tenho intensificado o desenvolvimento de estratégias
capazes de despertar o interesse dos estudantes pelo aprendizado. Tento
fazê-los entender a importância de não apenas reproduzir, mas de
produzir conhecimento. A realização de pesquisas instantâneas com
dispositivos móveis, o uso de aplicativos para determinadas atividades
de produção multimídia, a disponibilização de tarefas e materiais em
plataformas, e a apropriação de recursos digitais para estudo e pesquisa
foram algumas das minhas recentes iniciativas pedagógicas.
Nesse processo, a Blackboard tem sido muito útil, considerando
seu fácil acesso e ferramentas que possui. Além de manter todas as
possibilidades que antes tínhamos através do Moodle, são oferecidas
outras que servem de apoio aos professores que tem gosto pela inovação
em sala de aula. No primeiro contato com a plataforma, personalizei o
espaço da disciplina para ficar mais atrativo e compreensível aos
estudantes. Linkei meu blog, minha fan page, e criei espaços específicos
para cada uma das etapas de aprendizagem. Tenho disponibilizado
materiais de apoio para estudo como textos, vídeos e links, bem como as
tarefas e atividades que complementam o aprendizado da sala de aula.
Criei também um espaço de discussão e partilha sobre os temas estudados,
o que dá aos estudantes a oportunidade de interagir comigo e com os
colegas.
Não há dúvidas de que as novas tecnologias favorecem e muito o
aprendizado pela pesquisa. Mas a inovação não está em si na tecnologia. A
perspectiva do aluno como sujeito produtor do conhecimento não depende
de ferramenta a ou b. Há muitas formas de permitir que o estudante seja
protagonista da aprendizagem e não apenas passivo, ouvinte de aulas.
Tudo começa pelo professor, quando este se interessa cotidianamente em
pesquisar e estudar. Professor que não estuda não tem como fazer o aluno
estudar. Esse é um dos pilares daquilo que entendo como docência. Cada
dia tenho mais gosto e vontade de aprender e acredito que isso serve
também de estímulo para meus alunos, em especial quando compartilho com
eles as coisas que descubro, as novidades que recebo, textos que li e
achei interessantes, além das oportunidades que vão surgindo no ambiente
acadêmico, como palestras, encontros e projetos.
Ao longo dos últimos anos tenho intensificado as atividades de
pesquisa e produção com os estudantes. Em alguns projetos foi possível
que eles se apropriassem de conhecimentos sobre metodologia científica e
produzissem inclusive artigos. No ano passado, 2014, em parceria com os
colegas da disciplina de História, realizei um projeto que resultou em
mais de 50 artigos coletivos de alunos no 3º ano do ensino médio de
nossa escola, sendo alguns passíveis de publicação em decorrência de sua
boa qualidade. Nesse processo, os recursos digitais foram extremamente
úteis, tanto para a pesquisa e compartilhamento de materiais quanto para
a elaboração dos textos e apresentações. O retorno dos estudantes foi
muito positivo. Alguns que ingressaram recentemente no ensino superior
comentaram que já estão utilizando as técnicas de pesquisa que
aprenderam e, por isso, sentem-se mais preparados que seus colegas de
curso para lidar com os desafios da vida acadêmica.
As exigências da Educação no século 21 ressignificaram o uso
social do conhecimento. O conteúdo continua sendo importante, mas deixou
de ser o fim, passando a ser o meio para a apropriação de saberes e
habilidades necessárias aos desafios de nosso tempo. Acredito que
inovação não precisa ser algo complexo, pois depende de simples ações,
sustentadas por um descontentamento com aquilo que não se mostra mais
efetivo. Na perspectiva do aprendizado pela pesquisa, pretendo
continuar a explorar as novas tecnologias e consolidar minhas
estratégias pedagógicas, tornando a aprendizagem mais interessante aos
estudantes e as metodologias usadas em sala de aula mais flexíveis."
fonte: http://porvir.org/
quarta-feira, 18 de março de 2015
De que cor é a "cor de pele"?
Muuito boa esta consideração.
Porque nos habituámos a dizer "cor de pele"?
Chamemos as cores pelo seu nome e no caso, usemos as designações "creme" ou "salmão".
"Uma educadora mostrou a uma menina negra de 3 anos, o lápis " cor de pele", mas ouviu como resposta:
- Maria, essa é cor da sua pele, a minha é a outra mais castanhinha!!!"
Com este "toque" e sem grandes dramas, esta profissional teve de admitir que estava errada e mudar. :)
Porque nos habituámos a dizer "cor de pele"?
Chamemos as cores pelo seu nome e no caso, usemos as designações "creme" ou "salmão".
"Uma educadora mostrou a uma menina negra de 3 anos, o lápis " cor de pele", mas ouviu como resposta:
- Maria, essa é cor da sua pele, a minha é a outra mais castanhinha!!!"
Com este "toque" e sem grandes dramas, esta profissional teve de admitir que estava errada e mudar. :)
quarta-feira, 4 de março de 2015
Músicas para o PAI
Existe o hábito de se cantar sempre uma canção no Dia do Pai ou no Dia da Mãe.
No ano passado a mais cantada foi
"O meu pai é grande" pela colega Alda Fernandes.
Este ano descobri outra, da mesma colega,
tem cerca de um ano, mas só agora a ouvi.
Chama-se "O meu pai é meu herói".
Espero que gostem.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Partilhas para o Dia do Pai
PaiPadre
Pare
Father
Baba
Papa
Vater
Far
Otac
Isä
πατέρας
Ray
Bapa
Bambo
Athair
бацька
Oce
Cha
DIA DO PAI 2015
Mais um ano em que se festeja este dia tão especial para milhões de passoas em todo o mundo.
Fica a curiosidade... a palavra PAI escrita em 20 língua diferentes :)
Deixo algumas sugestões de trabalhos que espero que gostem. Sejam originais, primem pela diferença e deixem que os vossos meninos mostrem do que são capazes.
Deixo, mais uma vez, a minha dica: pensem em 2 ou 3 lembranças diferentes. Definam o número possível para cada uma delas (ex. numa sala de 25 crianças, de uma prenda fazem 10, de outra 7 e de outra 8) e mostrem ao vosso grupo as opções que têm. Permitam que as vossas crianças tenham opção de escolha, permitam que elas possam escolher a prenda com que mais se identificam.
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| Quadro feito com paus de gelados, com dizeres |
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| Calendário anual com desenho e dedicatória |
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| Cartão com massas pintadas |
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| Reutilização de garrafas |
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| T'shirt fantástica com pista, resultando em massagens ;) |
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| Escovas com desenho em estanho |
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| Reaproveitamento e personalização de lata |
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| Marcador de livros com folha de acetato |
| Avião com paus de gelado e mola |
Tenham um dia feliz e sobretudo... trabalhem por amor e com dedicação.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Educação na Finlândia... uma realidade inimaginável?
No dia 20 de fevereiro de 2015, Jari Lavonen* foi entrevistado pela jornalista Maite Gutiérrez do jornal espanhol "La Vanguardia".
Apenas os estudantes com excelentes notas no final do secundário podem entrar nas faculdades de educação finlandesas?
Sim e não. As notas do secundário dizem-nos alguma coisa, é claro, mas também temos um exame de admissão para a faculdade. Os alunos têm de ler vários livros sobre filosofia da educação, educação comparada, ciências da educação ... e, depois, fazêmo-los aplicar estes conhecimentos a novos contextos. No geral, temos cerca de 3.000 candidatos, e destes, passam nos exames cerca de 300 pessoas. Em seguida, entrevistamos os candidatos e selecionamos apenas 120 alunos, que são aqueles que irão entrar na univerdade. Assim, as notas do secundário não são tudo para formar um professor.
Você refere que um professor precisa de uma ampla formação moral e ética.
Isto é imperativo porque um professor trabalha com os seres humanos. E o Homem é aquilo que a educação faz dele. As crianças são valiosas, devem ser tratadas de forma adequada, apoiadas, sermos positivos para obter o melhor delas. Tem que se entender como elas são e entender as famílias. Um professor tem que ser ético porque é um exemplo social.
Um país precisa de justiça social para obter bons resultados educacionais?
Claro. Isso é crucial. Sem equidade não há excelência. Na Finlândia há poucos alunos com notas baixas e a origem social pesa menos do que a maioria dos países para ter sucesso educativo, mas no entanto também devemos melhorar isto. Agora temos desafios, a economia está pior e temos mais diversidade cultural na sala de aula. Temos de trabalhar mais para manter essa igualdade.
Todos os países querem bons resultados no relatório Pisa. Você está particularmente preocupado?
Em 2012 as nossas notas de matemática caíram, e a ministra da Educação estava muito preocupada. Mas a maioria da população não. De fato, muitos professores estavam felizes porque acreditavam que isso iria contribuir para receberem mais recursos para as suas escolas.
Um testemunho interessante que é um excelente exemplo para vários países que continuam a condenar o ensino, pelos caprixos de administrativos que nunca deram aulas, nem têm qualquer prática pedagógica.
Além disso, note-se o respeito que existe por toda uma população, quando se fala em educação gratuita.
"Os seus alunos começam a escola mais tarde (aos sete anos), são dos que têm um menor
número de horas de aulas, são os que menos trabalhos de casa fazem ... E, no
entanto, os seus resultados escolares estão entre os melhores do mundo. O fracasso escolar e repetição são praticamente inexistentes na
Finlândia, cujo sistema educacional tem concentrado a atenção
internacional para a sua boa posição no relatório de Pisa, a avaliação macro da OCDE,
que mede os conhecimentos dos estudantes de 15 anos, pelo mundo.
Ontem,
o decano da Faculdade de Educação da Universidade de Helsínquia, Jari
Lavonen, debateu, a chave do sucesso finlandês, no primeiro Simpósio
Internacional de Formação Inicial de Professores, realizada em
Barcelona. Este
simpósio, organizado através do Programa Millora e da Formação de Professores e da Secretaria das Universidades e Recerca, procura o intercâmbio
de experiências para promover a formação de professores e do
sistema educativo. Lavonen surpreendeu o público por sua visão da educação.
Que qualidades deve ter um bom professor?
Uma das coisas que mais valorizamos nos candidatos que tentam entrar na Escola de Educação é a motivação. Se tiver experiência com os jovens, a atenção às pessoas, serem bons ouvintes. A motivação é imprescindível para ser um professor. Outra questão que observamos é se está disposto a trabalhar duro, estudar muito, porque ser professor é uma profissão difícil. Outro ponto essencial: capacidade de comunicação e interação.
Uma das coisas que mais valorizamos nos candidatos que tentam entrar na Escola de Educação é a motivação. Se tiver experiência com os jovens, a atenção às pessoas, serem bons ouvintes. A motivação é imprescindível para ser um professor. Outra questão que observamos é se está disposto a trabalhar duro, estudar muito, porque ser professor é uma profissão difícil. Outro ponto essencial: capacidade de comunicação e interação.
Apenas os estudantes com excelentes notas no final do secundário podem entrar nas faculdades de educação finlandesas?
Sim e não. As notas do secundário dizem-nos alguma coisa, é claro, mas também temos um exame de admissão para a faculdade. Os alunos têm de ler vários livros sobre filosofia da educação, educação comparada, ciências da educação ... e, depois, fazêmo-los aplicar estes conhecimentos a novos contextos. No geral, temos cerca de 3.000 candidatos, e destes, passam nos exames cerca de 300 pessoas. Em seguida, entrevistamos os candidatos e selecionamos apenas 120 alunos, que são aqueles que irão entrar na univerdade. Assim, as notas do secundário não são tudo para formar um professor.
Você refere que um professor precisa de uma ampla formação moral e ética.
Isto é imperativo porque um professor trabalha com os seres humanos. E o Homem é aquilo que a educação faz dele. As crianças são valiosas, devem ser tratadas de forma adequada, apoiadas, sermos positivos para obter o melhor delas. Tem que se entender como elas são e entender as famílias. Um professor tem que ser ético porque é um exemplo social.
Quais são as chaves para o sucesso no seu sistema de ensino?
Vários fatores. Em primeiro lugar, temos uma cultura de educação que vem desde o século XIV. Depois a seleção de professores, nós escolhemos os melhores, e formamo-los bem. Além disso, a sociedade confia nos professores, eles se sentem apoiados porque são valorizados, têm autonomia, na Finlândia nem sequer existe a inspeção na educação. E os professores não são funcionários, quem os contrata é o município. Além disso, não temos as escolas privadas, todas as escolas são públicas e de alta qualidade, e temos recursos suficientes para a educação. Também nos preocupamos com os alunos com necessidades educativas especiais, há poucos por turma e contamos com apoios e reforços de classes com maiores dificuldades.
Vários fatores. Em primeiro lugar, temos uma cultura de educação que vem desde o século XIV. Depois a seleção de professores, nós escolhemos os melhores, e formamo-los bem. Além disso, a sociedade confia nos professores, eles se sentem apoiados porque são valorizados, têm autonomia, na Finlândia nem sequer existe a inspeção na educação. E os professores não são funcionários, quem os contrata é o município. Além disso, não temos as escolas privadas, todas as escolas são públicas e de alta qualidade, e temos recursos suficientes para a educação. Também nos preocupamos com os alunos com necessidades educativas especiais, há poucos por turma e contamos com apoios e reforços de classes com maiores dificuldades.
Você disse antes que, na Finlândia, a educação é totalmente gratuita.
Sim, desde o ensino básico ao universitário. No nível primário, todos os alunos têm livros gratuitos, a alimentação na escola e o transportes são gratuitos. No secundário, no entanto, os livros não são gratuitos, mas temos boas bibliotecas. A universidade também é gratuita, (...) não existem taxas. Isto é porque nós acreditamos na igualdade.
Um país precisa de justiça social para obter bons resultados educacionais?
Claro. Isso é crucial. Sem equidade não há excelência. Na Finlândia há poucos alunos com notas baixas e a origem social pesa menos do que a maioria dos países para ter sucesso educativo, mas no entanto também devemos melhorar isto. Agora temos desafios, a economia está pior e temos mais diversidade cultural na sala de aula. Temos de trabalhar mais para manter essa igualdade.
Existe consenso político sobre este assunto?
Claro. Entre os partidos finlandeses não há grandes diferenças na sua agenda educacional. A educação é um valor nacional.
Quantas leis educativas tiveram nos últimos 30 anos?
A última é dos anos 80.
Aqui nós tivémos sete.
Bem, depois desta lei tem havido pequenas normas para melhorar algumas questões, tais como a educação especial. Mas não são leis que se confrontem com as anteriores, elas oferecem algo novo, para responder às novas necessidades.
Claro. Entre os partidos finlandeses não há grandes diferenças na sua agenda educacional. A educação é um valor nacional.
Quantas leis educativas tiveram nos últimos 30 anos?
A última é dos anos 80.
Aqui nós tivémos sete.
Bem, depois desta lei tem havido pequenas normas para melhorar algumas questões, tais como a educação especial. Mas não são leis que se confrontem com as anteriores, elas oferecem algo novo, para responder às novas necessidades.
Todos os países querem bons resultados no relatório Pisa. Você está particularmente preocupado?
Em 2012 as nossas notas de matemática caíram, e a ministra da Educação estava muito preocupada. Mas a maioria da população não. De fato, muitos professores estavam felizes porque acreditavam que isso iria contribuir para receberem mais recursos para as suas escolas.

Pisa fornece dados valiosos. Mas faz sentido fazer um ranking de sistemas educativos? É possível comparar escolas de duas sociedades tão diferentes, como a coreana e a mexicana, por exemplo?
Talvez não. Não devemos esquecer que o relatório Pisa é um projecto da OCDE, e que esta organização tem uma visão específica de progresso. Eles dizem: aqui temos petróleo, aqui minerais e aqui trabalhadores qualificados. Veja em que países há trabalhadores qualificados suficientes para instalar empresas e fábricas, para investir. E o ranking de Pisa é um efeito colateral dessa visão.
Talvez não. Não devemos esquecer que o relatório Pisa é um projecto da OCDE, e que esta organização tem uma visão específica de progresso. Eles dizem: aqui temos petróleo, aqui minerais e aqui trabalhadores qualificados. Veja em que países há trabalhadores qualificados suficientes para instalar empresas e fábricas, para investir. E o ranking de Pisa é um efeito colateral dessa visão.
Em Espanha, o ranking de Pisa vive-se como o sorteio para a Liga dos Campeões.
Nós, apesar de nos saírmos bem, não gostamos de rankings. Não publicamos rankings em escolas ou universidades. Não procuramos competição, mas sim cooperação.
A educação na Finlândia começa aos sete anos. Porquê tão tarde?
E porquê antes? A infância é para jogar, para fazer coisas com os outros, para colaborar, e não, para ser vivida de forma formal e pesada. Uma criança de quatro anos tem que jogar, e não, estar numa escola com uma educação regrada.
E se ambos os pais trabalham?
Cada município tem jardins de infância, mas é um serviço bastante lúdico. Há também mães que tomam conta de várias crianças e é o governo local que lhes paga. Embora seja verdade que estamos agora a discutir de novo a educação dos 0 anos 6 anos.
Que efeito tem um sistema de educação de qualidade e igualitária para uma sociedade?
A nossa visão de educação é holística. É claro que há uma correlação entre educação e progresso económico, mas há mais. Uma pessoa educada tem uma vida mais plena, mais recursos vitais, mais cuidado com a sua saúde, desfruta mais a vida. Isto é, pelo menos, o objetivo.
O que é preciso melhorar na escola finlandesa?
A educação na Finlândia começa aos sete anos. Porquê tão tarde?
E porquê antes? A infância é para jogar, para fazer coisas com os outros, para colaborar, e não, para ser vivida de forma formal e pesada. Uma criança de quatro anos tem que jogar, e não, estar numa escola com uma educação regrada.
E se ambos os pais trabalham?
Cada município tem jardins de infância, mas é um serviço bastante lúdico. Há também mães que tomam conta de várias crianças e é o governo local que lhes paga. Embora seja verdade que estamos agora a discutir de novo a educação dos 0 anos 6 anos.
Que efeito tem um sistema de educação de qualidade e igualitária para uma sociedade?
A nossa visão de educação é holística. É claro que há uma correlação entre educação e progresso económico, mas há mais. Uma pessoa educada tem uma vida mais plena, mais recursos vitais, mais cuidado com a sua saúde, desfruta mais a vida. Isto é, pelo menos, o objetivo.
O que é preciso melhorar na escola finlandesa?
Muitas coisas. Agora
temos um debate sobre a forma de introduzir a tecnologia na educação,
sobre a forma de responder à crescente diversidade cultural em sala de
aula... Além disso, entre os alunos do ensino básico,
detetámos uma menos motivação para ler e aprender. O funcionamento das escolas e da relação com as famílias também deve avançar."
Tradução livre
Tina Aguiar
Texto original em:
* Jari Lavonen, tem trabalhado desde 1985 no ensino no serviço de professores de ciências do Departamento de Formação de Professores da Universidade de Helsíquia. É professor de Física e Química e do Chefe do Departamento. Ele foi desde cedo Diretor do Programa de Formação de Professores e Diretor da Escola de Pós-Graduação Finlandesa para Matemática e Educação Científica. Ele tem sido ativo no desenvolvimento do programa de formação de professores, e na avaliação do programa e instrução na formação de professores. Os seus principais interesses de pesquisa são o ensino da ciência e da aprendizagem, a formação de professores de ciências e utilização das TIC na educação.
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