Translate

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Lembrar alguns trabalhos de Junho...

Já há algum tempo que estou para colocar aqui alguns dos trabalhos que foram feitos com o grupo que tive no ano letivo anterior. Não os coloquei antes, não porque me tivesse esquecido, mas porque existe alguma nostalgia e saudade quando olho para estas fotos. Agora numa nova fase... chegou o momento :)

Organizei quatro tópicos, por meses, até para ser mais fácil para os pais identificarem.



Pois bem... começamos então a apresentação do mês de Junho


Fomos à Herdade do Esporão no Dia da Criança. Vimos um senhor a plantar melancias, prestámos muita atenção às indicações e ainda ajudámos a regar. Depois fomos ver alguns legumes e chegou a hora do almoço. Foi uma manhã muito bem passada.








As vinhas
A adega

O almoço



Um trabalho 2 em 1: falámos novamente das figuras geométricas e trabalhámos o sentido do tacto

Desenho das figura com tinta e dedos


 
No final do mês houve uma reunião de pais então todo o grupo ajudou a prepará-la. Fizémos uns bolinhos e um desenho para serem oferecidos aos pais.


Indicação dos ingredientes

Um bocadinho da massa saltou para a testa da M.R. :)

A amassar e fazer as formas
 
Aos pais que foram chegando, foram sendo entregues os desenhos e tiveram a missão de deixar uma mensagem aos seus filhos, escrita num balão, que depois lhes foi oferecido no dia seguinte.
No final vimos um filme com mensagens de cada criança: falaram sobre o que mais gostaram de fazer ao longo do ano letivo e deixaram umas palavrinhas especiais de carinho aos pais.

Bolinhos aprovados!!!

São servidos?

Pais a verem a mensagem da filha



Uma pintura diferente: falámos sobre sentimentos e expressões, a Tina colocou desenhos que mostravam essas expressões e cada criança reproduzia-as

 
Não só de atividades propostas fazemos o nosso dia. Os momentos de brincadeira livre são tão, ou mais, importantes que qualquer acto programado, se aceite, observado e estimulado da melhor forma.

Uma construção romântica: uma ovelha Julieta :)

Agora vou contar-te uma história...

A dança do huga huga

Pintura livre

Construção de uma cidade

Jogo das cadeiras

Veja aqui o mês de abril
Veja aqui o mês de maio
Veja aqui o mês de julho

Lembrar alguns trabalhos de Maio...

Já há algum tempo que estou para colocar aqui alguns dos trabalhos que foram feitos com o grupo que tive no ano letivo anterior. Não os coloquei antes, não porque me tivesse esquecido, mas porque existe alguma nostalgia e saudade quando olho para estas fotos. Agora numa nova fase... chegou o momento :)

Organizei quatro tópicos, por meses, até para ser mais fácil para os pais identificarem.




Pois bem... começamos então a apresentação do mês de Maio



Uma visita à sala: joaninha :)

Jogos cognitivos

















Fizémos flores com material reciclável


Quem disse que para trabalharmos a matemática precisávamos de fichas ou de estar à mesa? Trabalhámos as figuras geométricas, trabalhámos as cores, trabalhámos o número... e tudo no mesmo jogo e com objetos com que se brinca diariamente.

Jogos matemáticos

"Tina esta peça é ractangular como o nosso mapa das presenças"


A Renata é a terapeuta de fala da nossa creche. Todo o grupo gosta de fazer os jogos solicitados por ela. Obrigada por todo o trabalho que desempenhaste com o meu grupo.

A Renata a trabalhar com o grupo

Dia da Família com um trabalho escola-família-escola

Fizémos um coração que transformou em puzzle

Depois, cada criança recortou o seu pedacinho e levou para casa, juntamente com o cartão...

... nesse cartão cada um fez o desenho da sua família, escrevemos as indicações e esperámos pela participação dos pais



Mais um trabalho com figuras geométricas. Através do círculo falámos dos conceitos "grande/maior, médio e pequeno/menor". Depois cada um construiu o seu próprio cenário.


O cenário da B.P.
O cenário do A.D.
O cenário do S.S.


Brincar ao faz de conta é maravilhoso mas fará sentido, se formos condicionados a fazê-lo num determinado espaço, com determinados materiais, arrumados numa certa ordem? O faz de conta é mesmo isso, dar asa à imaginação e transformar :) Então pegamos em 4 puffs da biblioteca, empilhámos e fizémos uma mesa divinal, com direito a tudo, outra um pouco mais baixa, vários acessórios, alguns meninos e tcharam: um restaurante!


A brincar ao faz de conta, à nossa vontade, à nossa maneira :)


Conosco à 4 anos, o nosso professor de música, Hugo Sofio, vem semanalmente brincar conosco mostrando-nos novidades: novos sons, novos instrumentos, novas músicas! Obrigada Hugo :)

As aulas de música com o Hugo Sofio


Pois bem... chegou um dia em que o grupo começou a pedir para falar em letras... as letras do seu nome. Aceitei a proposta, apesar de achar que aos 4 anos não tem que haver (necessariamente) um trabalho sobre esta temática, com a exceção de ser a criança a solicitar.
Assim foi então começámos por ver as letras e identificá-las no mapa das presenças; depois apresentei o alfabeto em esponja e pedi que cada criança que descobrisse a letra do seu nome (inicial) e fizeram-no. 
O desafio seguinte foi associar à sua letra, objetos que identificassem as suas brincadeiras preferidas em sala, e depois da fotografia tirada, a mesma foi ampliada e exposta.


                        
 


















Pintura coletiva com pincéis, mãos e esponjas

Veja aqui o mês de abril
Veja aqui o mês de junho
Veja aqui o mês de julho

Lembrar alguns trabalhos de Abril...

Já há algum tempo que estou para colocar aqui alguns dos trabalhos que foram feitos com o grupo que tive no ano letivo anterior. Não os coloquei antes, não porque me tivesse esquecido, mas porque existe alguma nostalgia e saudade quando olho para estas fotos. Agora numa nova fase... chegou o momento :)

Organizei quatro tópicos, por meses, até para ser mais fácil para os pais identificarem.



Pois bem... começamos então a apresentação do mês de Abril

Aqui está uma t'shirt alterada para se tornar num saco! Foram cortadas as mangas, cada criança desenhou na sua camisola e... voilá! Um saco para colocarem os seus pertences da escola!


Colagem de vários materiais

Motricidade fina: recorte e rasgagem


Veja aqui o mês de maio
Veja aqui o mês de junho
Veja aqui o mês de julho




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Escolas incríveis, excelentes pedagogias

As avaliações internacionais mostram que as melhores escolas do mundo estão instaladas na Finlândia. Um estudo publicado recentemente no Brasil destacou que uma das principais razões para o sucesso é que existem fortes investimentos na formação de professores.
Os cinco segredos, segundo a reportagem, são: 
1) a exigência com os professores é alta e a carreira, concorrida; 
2) existe a mesma qualidade de ensino para todos; 
3) os piores alunos não são deixados para trás; 
 4) o currículo é variado e além das matérias básicas há aulas de ecologia, ética, música, artes e economia doméstica;
5) os alunos devem ter prazer em ficar na escola e os diretores e professores são responsáveis por criar um ambiente agradável.

Muito se fala em torno da educação e do que é pretendido através dela. Psicólogos, filósofos, professores e educadores, pedagogos, terapeutas e tantos outros profissionais, que direta ou indiretamente estão ligados à educação, estudam, relatam, avaliam, analisam, observam, escrevem, argumentam... sobre as bases ideais para crescermos saudáveis de forma física e psicológica.

Em todo o mundo, a maioria das crianças e adultos passam por uma educação tradicional, na qual aprendem conteúdos enraizados por intermédio de um professor, são testados através de testes e trabalhos, e precisam constantemente de comprovar a sua capacidade para escalar etapas e chegar até a universidade.

Muitas vezes, este tipo de abordagem não traz à tona o melhor de cada estudante. Cada vez mais, filósofos, educadores e psicólogos estão a  descobrir que as escolas tradicionais são ultrapassadas, matam a criatividade e não suprem a demanda atual por indivíduos com características empreendedoras e inovadoras.


No entanto, algumas das escolas mais incríveis do planeta estão a começar a mudar o panorama académico mundial. Conheça onze delas:


1. Vittra


escolas incriveis 1
escolas incriveis 1-
Nesta escola sueca, os alunos agem de forma independente nos seus laptops, em qualquer lugar que lhes seja confortável e conveniente. Com 30 instituições ao redor do país, o método elimina totalmente as salas de aula. Os alunos são livres para trabalhar no que quiserem, sendo que há opções de trabalhos em grupo e “móveis organicos conversacionais” que permitem que as crianças interajam umas com as outras.
A Vittra pensa que, ao quebrar as divisões de classe físicas, as crianças podem ser ensinadas a viver com autoconfiança e comportamento comunal responsável. De acordo com a diretora da escola, Jannie Jeppesen, o projeto destina-se a permitir que a curiosidade e a criatividade floresçam nas crianças. Eles não trabalham com notas.


2. Escola Primária José Urbina López


escolas incriveis 2
A Escola Primária José Urbina López fica ao lado de uma lixeira na fronteira do México com os EUA, atendendo moradores de Matamoros, cidade que luta uma extensa guerra contra as drogas. Era apenas mais uma escola que tinha estudantes desmotivados, até que o professor Sergio Correa Juárez resolveu introduzir um método de educação alternativa na sua turma. Ele adotou uma filosofia educacional emergente que se aplica a lógica da era digital para a sala de aula.
Mais ou menos como o método Vittra, ele achou que os alunos deveriam ser livres para se focar nos assuntos que tivessem mais vontade. Como o acesso a um mundo de informação infinita mudou a forma como nos comunicamos, processamos informações e pensamos, Juárez decidiu, baseado nas pesquisas que fez, que o conhecimento não deve ser uma mercadoria entregue de professor para aluno, mas algo que emerge da própria exploração movida a curiosidade dos alunos. Seus resultados deram bons frutos: o método revelou habilidades extraordinárias na pequena estudante de 12 anos Paloma Bueno, hoje no topo do ranking de matemática e linguagem no México.


3. Escolas sem professores de Sugata Mitra


escolas incriveis 3
Para implementar a sua nova filosofia, Sergio Correa Juárez pesquisou diferentes métodos de educação alternativa, um deles o de Sugata Mitra. Em 1999, Mitra era cientista-chefe de uma empresa em Nova Deli, na Índia, que treinava desenvolvedores de software. O seu escritório ficava junto de uma favela e, um dia, ele decidiu colocar um computador numa parede que separava o seu edifício da favela. Para sua surpresa, sem ninguém intervir, as crianças rapidamente descobriram como utilizar a máquina. A partir disso, Mitra fez várias experiências que levaram muito conhecimento a diversas crianças, tão avançados quanto em biologia molecular, por exemplo.
O método de Mitra é mais um que consiste em deixar as crianças aprenderem livremente, sem a presença de uma autoridade. A ideia é que elas se auto-organizem e estejam no controle da sua aprendizagem. Nas suas escolas não há professores, currículo ou separação por grupos etários. No entanto, há um grupo de tutores que estão disponíveis via Skype, que os alunos podem consultar se quiserem.


4. Método Montessori


escolas incriveis 4
Método Montessori é o nome que se dá ao conjunto de teorias, práticas e materiais didáticos idealizado inicialmente por Maria Montessori em 1907. O ponto mais importante do método é que a educação se desenvolva com base na evolução da criança, e não o contrário.
Montessori escreveu que o desenvolvimento se dá em “períodos sensíveis”, de forma que em cada época da vida predominam certas características e sensibilidades específicas. Sem deixar de considerar o que há de individual em cada criança, o método traça perfis gerais de comportamento e possibilidades de aprendizado para cada faixa etária, com base em anos de observação. Os seis pilares educacionais de Montessori são autoeducação, educação como ciência, educação cósmica, ambiente preparado, adulto preparado e criança equilibrada.


5. Pedagogia Waldorf


escolas incriveis 5
O método Waldorf foi criado por Rudolf Steiner na cidade de Stuttgart, na Alemanha, para educar os filhos de Emil Molt, proprietário da empresa Waldorf-Astori. Hoje, existem várias escolas no mundo todo que utilizam essa pedagogia.
Em resumo, ela tem como objetivo desenvolver a personalidade das crianças de forma equilibrada e integrada, estimulando a clareza de raciocínio, o equilíbrio emocional e a iniciativa da ação. Steiner desenvolveu um currículo que incentiva e encoraja a criatividade, nutre a imaginação e conduz os alunos a um pensamento livre e autónomo. 

Acredita-se que as crianças tenham em si os mecanismos da aprendizagem e os professores Waldorf estimulam esse entusiasmo que existe dentro de cada aluno.
Quando se entra numa escola Waldorf, a primeira coisa que se nota é o cuidado e a dedicação com o edifício. As paredes são pintadas com cores vibrantes e cheias de trabalhos artísticos feitos pelos alunos. Evidencias sobre as atividades dos alunos estão espalhadas por todo lado e cada mesa/carteira tem um livro criado individualmente por cada aluno.
Os professores são extremamente entusiasmados e comprometidos com a pedagogia. Eles são verdadeiramente interessados em conhecer os alunos individualmente. A sua missão é fundamentada em como ajudar os seus alunos a encontrarem o significado das suas vidas.

6. Escola de Summerhill


escolas incriveis 6
A escola baseia-se no pensamento do escocês Alexander Sutherland Neill: nela, as crianças fazem o que querem. Com 90 anos de idade, Summerhill é, provavelmente, a mais célebre das chamadas escolas democráticas: as aulas são opcionais e os alunos só as atendem se quiserem. Além disso, a gestão da instituição também é democrática; todas as decisões são coletivas.
Além de Summerhill, pelas contas da Rede Internacional de Educação Democrática, há mais de 200 escolas com essa proposta em 28 países, atendendo em torno de 40 mil alunos. 

Outros exemplos famosos são a Sudbury Valley School, nos Estados Unidos, e a Escola da Ponte, em Portugal. A experiência lusitana influenciou o projeto pedagógico de instituições brasileiras, como a escola particular Escola Lumiar e as escolas públicas EMEF Desembargador Amorim Lima e EMEF Presidente Campos Salles, todas em São Paulo.


7. Abordagem Reggio Emilia


escolas incriveis 7
Esse método foi criado em 1945 por Loris Malaguzzi, um jovem professor que na época ensinava crianças da região italiana de Reggio Emilia. O sistema educacional tem uma estrutura com uma forte organização, um grande relacionamento com a comunidade e uma intensa participação dos pais.
No ponto central da abordagem, está a crença de que as crianças são cheias de curiosidade e criatividade. Nas suas mentes, existem espaços vazios à espera de serem preenchidos por factos, imagens ou datas. Por isso, o currículo nas escolas é flexível e emerge das ideias, pensamentos e observações das crianças. O seu objetivo principal é cultivar uma paixão permanente pela aprendizagem e pela exploração.


8. The School of Life


escolas incriveis 8
Como podemos desenvolver o nosso potencial? O trabalho pode ser algo inspirador? Porque importa a comunidade? A The School of Life (em tradução livre, “A Escola da Vida”) trabalha exatamente questões como estas. Em vez de disciplinas, a instituição coloca em primeiro lugar o indivíduo e as questões que o afetam, como a pressão do tempo e a ideia da morte.
O método foi criado pelo filósofo e escritor suíço Alain de Botton em 2008 e já chegou ao Brasil, com cursos intensivos em São Paulo. A ideia é ajudar os alunos a lidar com os dilemas do ser humano, passando por filosofia, psicologia e artes visuais, e destilar grandes pensamentos de todas as épocas para enriquecer o quotidiano dos estudantes. 


9. Brockwood Park School


escolas incriveis 9
Brockwood é uma escola internacional inglesa que oferece uma educação holística personalizada para pouco mais de 70 alunos com idade entre 14 a 19 anos. Seus métodos são profundamente inspirados pelos ensinamentos de J. Krishnamurti, e incentivam a excelência académica, a autocompreensão, a criatividade e a integridade de um ambiente seguro e não competitivo.
A educação Brockwood não é exclusivamente académica. Na verdade, ela integra a excelência académica da sua missão de ajudar os alunos a aprender a arte de viver, e reúne aspectos da aprendizagem, sensibilidade, abertura de espírito e autorreflexão que são muitas vezes ignorados por escolas mais tradicionais.


10. Kaospilot


escolas incriveis 10
A escola dinamarquesa Kaospilot aposta no ensino colaborativo e baseado em projetos para formar seus alunos. A instituição é uma escola internacional de empreendedorismo, criatividade e inovação social fundada em 1991, que propõe uma formação de 3 anos onde os “alunos profissionais” são protagonistas do seu próprio aprendizado, e onde estudos de caso são completamente substituídos por projetos reais com clientes de verdade.
A formação tem três pilares: desenho e gestão de projetos criativos; desenho e liderança de processos criativos; desenho e criação de novos negócios. A cada ano, formam-se 35 novos “pilotos do caos”. Em 2009, o primeiro brasileiro formou-se através desta escola, Henrique Vedana, sócio da CoCriar, organização que ajuda grupos de pessoas (como empresas, ONGs e institutos) a entenderem-se melhor por meio de conversas que valorizem a habilidade de cada membro para a realização de um trabalho coletivo. 


11. Pedagogia logosófica


escolas incriveis bonus
A pedagogia logosófica proporciona uma educação voltada à formação mais consciente diante da vida e da sociedade. Com oito unidades educacionais no Brasil e cinco no exterior, a instituição se fundamenta na logosofia, doutrina criada há 80 anos pelo pensador e humanista argentino Carlos Bernardo González Pecotch.
A proposta surgiu como reação à rotina dos conhecimentos e sistemas usados para a educação e a formação do ser humano. O objetivo do ensino é estimular os alunos para que sejam pessoas cada vez melhores e mais conscientes de seus atos, palavras e sentimentos. As escolas com pedagogia logosófica não estimulam competição entre alunos, trabalham a superação das dificuldades com motivação e respeitam as individualidades e limitações de cada um. 

Fontes: Hipe Science e ABT (Associação Brasileira de Tecnologia Educacional)